26/10/07 UMA G(R)ATA SURPRESA
O Tim Festival já começou aqui em São Paulo. Noite de estréia intimista com atrações internacionais: Cat Power e Antony & The Johnsons. UAU. Não foi pouco.
Em comum, vozes perfeitas, cada um a seu modo, ela rouca, ele cristalino. De roubar o fôlego da platéia, que assistia com seu educado estranhamento e entrega apaixonada o que pareceu - aos olhos não Helênicos da nossa civilização - dois dons divinos em corpos e matéria não correspondentes.
Achei que fosse ser triste. Foi delicado. Futurista. Quinto Elemento. Antony andrógeno, nerd E afetado. E a Poderosa, que se engateceu, justiça ao nome, mais interessante do que se pode imaginar, desajeitada, (descoordenada até), solta, em seus movimentos contorcidos; não tocou, só cantou, com sua banda passiva, com som de base que crescia nas mão do baterista.
Bom pra caramba. Uma surpresa, e assistir seu show duas vezes talvez não seja suficiente – pra quem ainda não sabe, a Feist não vem - problema de saúde, coisa e Tao, cancelou, (ela bem que podia vir quando melhorasse, não?) - de forma que quem vai substituí-la no sábado aqui é a Cat.
Antony and The Johnson, também muito mais interessante do que podia euzinha imaginar, fez seu Manifesto para que mais Mulheres de 60 anos assumam cargos no Poder Público. “É a única maneira de sobrevivermos neste mundo por mais 100 anos”. Achei tão sensato. E ainda, olha essa: teve uma epifania impublicável contando sobre sua ida a sauna do hotel em que estão hospedados - ele e seu quarteto de cordas, baixo, violão, violino e contrabaixo. Pop operístico cabaretiano.
Alguém posta um vídeo aqui do que foi essa noite, por favor. Share the moment.
E QUANTO AO TIM FESTIVAL EM SI – um festival em que o Artísitico manda, meu bem, é outra história. Não tinha produção no saguão do Auditório, não era ‘loungy’, não tinha meia luz, só tinha UM bar. Claro que tenho saudade de um Village, mas Cara, tanto faz, isso é detalhe. O dinheiro tem que ir para o artístico. A festa quem faz são os Deuses.





