30/04/08 Homem de Ferro, o filme
Estréia hoje nos cinemas brasileiros a primeira produção sob a batuta da Marvel Studios. A editora resolveu ela mesma cuidar de seus famosos e icônicos super-heróis, ao invés de continuar com as parcerias. Quando anunciaram isto no ano passado, eu achei arriscado, porém, o mais correto a se tentar. Como fã de HQs desde criança, coleciono algumas experiências decepcionantes ao assistir certas adaptações dos quadrinhos Marvel na tela grande.
O mesmo não aconteceu na última segunda-feira, na cabine de Homem de Ferro, estrelado por Robert Downey Jr. em mais um sensacional papel de sua carreira (a de cinema, que fique claro, rs!). Downey nasceu para o papel do inventor e maior fornecedor de armas do governo americano Tony Stark, simplesmente. O filme mostra a transformação do milionário cínico e canastrão em Iron Man. A vida dele nunca mais será a mesma depois que é atacado e mantido refém por um grupo de rebeldes afegãos.
Ferido por estilhaços de granada que se alojam perto de seu coração, Tony recebe a ordem de construir no cativeiro uma devastadora arma, mas, em vez disso, usa suas habilidades para criar uma armadura que permite que ele consiga fugir. Ao retornar aos Estados Unidos, Tony promete dar um novo rumo às indústrias Stark. Ele passa dias e noites desenvolvendo e aperfeiçoando uma avançada armadura que lhe propiciará força sobre-humana. Quando Tony descobre um plano abominável com implicações globais, jura proteger o mundo com seu novo alterego, o Homem de Ferro.
Sobe o som da música do Sabbath e do AC/DC, dando ao longa aquele sentido pauleira que merece. A produção foi concebida de modo envolvente, sem as hipocrisias do discurso, muito comuns em filmes de heróis, e com providencial fluência. A transformação de Tony leva o tempo necessário para trazer o espectador para o cerne da trama. Não aquela pincelada de fatos banais como em O Justiceiro ou mesmo Batman Begins. Ele aparece humanamente desajeitado aprendendo a manipular os comandos da armadura, por exemplo.
Os diálogos são consistentes, e possuem igualitário peso em contraponto às cenas de ação. O romance do boa-pinta com sua assistente também foi muito bem articulado, tanto que eles nem sequer ficam juntos, apenas a tensão é colocada em pauta. Sem contar que a edição saiu primorosa e o aspecto visual também faz valer o ingresso. É a Marvel Filmes começando com pé direito! Imperdível =)














