19/06/08 Vinyl is not dead!
Tempo atrás, tive uma acalorada discussão com um colega sobre o fim dos jornais. Eu defendia que, a despeito do surgimento das novas mídias, quem acha que o jornalismo impresso irá perder o seu lugar no mercado está pancada das idéias. Taí o rádio que veio antes de muita coisa e não me deixa mentir. Inclusive uma estação nova, a Mitsubish FM, estreou recentemente.
Sem contar com as revistas novas que surgiram nos últimos dois anos, como a Piauí e a Rolling Stone Brasil. Outro acusado de insipidez que não vai sumir do mundo é o vinil. Dei uma passada certa vez na Fnac e encontrei, assim como em lojas do Centrão de SP, vitrolas, antigas e “novas customizadas”, à venda.
Tá certo que a popularidade da bolacha reduziu-se aos apreciadores, mas por isso mesmo podemos dizer que é uma cultura perene essa de escutar música da agulha. Vejam a Criminal Records, uma loja em Atlanta, Georgia. Eles têm observado boas saídas de álbuns do Radiohead, Portishead e Black Keys, comprados por adolescentes.
De acordo com a Recording Industry Association norte-americana, houve um crescimento de 36% nas vendagens de discos entre 2006 e 2007. Isto ao passo em que os CDs diminuíram suas vendas em 3% no último ano por lá. Na Criminal Records, desde janeiro de 2007, os vinis, que tinham uma saída de menos de 7%, de lá pra cá viram seu filão aumentar em 15.6%. Segundo a Nielsen SoundScan, a bonança acometeu suas contas também. 15.6% a mais, revidando sete anos de queda.
Em 2007 a Amazon lançou sua Vinyl Store, e já oferece 150 mil títulos. Se alguém achar um desses dois relacionados acima, me dá um toque pois estou prestes a iniciar minha coleção com os “50 melhores álbuns de todos os tempos antes do Nirvana”. Só estou em dúvida se compro uma vitrola usada ou desembolso grana preta por uma novinha cheia de pompa. De todo modo, vai ser suave botar um discão pra escutar e deitar na cama de cara pro teto. Recordando os dias em que curtir som era um hábito mais primitivo, mais caro e menos profuso. Talvez por isso singularmente excitante.







