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    <title>Skolbeats - Beatsbox</title>
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    <description>Skolbeats - Beatsbox</description>
    <language>pt-br</language>
    <item>
      <title>Tatsuya, revela&#231;&#227;o do trip-hop nova-iorquino, mostra seu som no Clube Gl&#243;ria </title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1960</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Convidado para se apresentar esta noite no lan&amp;ccedil;amento de cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o da D&amp;#39;Arouche, Tatsuya conversou rapidamente com o portal; ele toca hoje na festa especial da marca e sexta-feira (22) na Alelux! &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Ribeiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Comemorando um ano e meio de sucesso, a marca D&amp;#39;Arouche, criada pela dupla de stylists Carolina Glidden-Gannon &amp;amp; David Pollak, preparou um evento especial para lan&amp;ccedil;ar a cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o Ver&amp;atilde;o 2009. De Nova York, toca hoje (19) no Clube Gl&amp;oacute;ria o m&amp;uacute;sico, vocalista e produtor &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oXWNZPYupcw" target="_blank"&gt;Tatsuya&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Na ocasi&amp;atilde;o, Johnny Luxo soltar&amp;aacute; as bases programadas pelo artista, enquanto ele interpreta suas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao microfone.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em &amp;oacute;tima companhia dos paulistanos do Stop Play Moon, Tatsuya mostra sua verve trip-hop com forte acento urbano e melodias agradavelmente melanc&amp;oacute;licas. Ele se apresenta tamb&amp;eacute;m na sexta-feira, dia 22, novamente no Gl&amp;oacute;ria, dessa vez na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o quinzenal da festa Alelux! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Como foi a primeira vez que voc&amp;ecirc; sentiu a energia da m&amp;uacute;sica e decidiu que queria trilhar esse caminho? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desde crian&amp;ccedil;a, eu sempre quis ser m&amp;uacute;sico. N&amp;atilde;o sei por que, mas eu nunca pensei em fazer qualquer outra coisa em toda minha vida. Sou produtor de mim mesmo e tamb&amp;eacute;m compositor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; mora em Nova York mesmo, n&amp;eacute;? O que est&amp;aacute; pegando atualmente na cena de l&amp;aacute;? Festas, lugares que toca, artistas com quem divide line-up...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pra ser honesto, a cena clubber l&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais o que costumava ser. Mesmo porque, a economia americana n&amp;atilde;o anda l&amp;aacute; essas coisas no momento. Mas NY est&amp;aacute; diferente e se tornando um lugar mais e mais caro para se viver. Claro que aqueles jovens que t&amp;ecirc;m muito talento e pouco dinheiro - n&amp;oacute;s os chamamos de &amp;quot;starving artist&amp;quot; (em portugu&amp;ecirc;s, artista-mendigo) - n&amp;atilde;o conseguem manter o padr&amp;atilde;o de vida, especialmente na cidade. Ent&amp;atilde;o todo mundo est&amp;aacute; mudando pro Brooklyn, tipo Williamsburg, Dumbo, etc. Hoje em dia a nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem preferido armar festas sociais do que agitar coisas em clubs, como costumava ser antigamente - &amp;eacute; mais f&amp;aacute;cil falar com um grande promoter celebridade do que agilizar algo num dance club.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo isso tem a ver com o lance de que a nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o acha v&amp;aacute;lido gastar dinheiro com certas coisas. &amp;Eacute; um pouco dif&amp;iacute;cil de explicar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas sim, ainda existem clubs e as pessoas ainda saem para dan&amp;ccedil;ar. Festas como Studio B, no Brooklyn, entre outras. Mas eu sinto como se as pessoas em NY estivessem sempre procurando por algo novo. Se tem algo que posso dizer sobre isso &amp;eacute;... como essa festa da D&amp;#39;Arouche em que irei tocar... Muitos clubs est&amp;atilde;o estrelando artistas em festas privadas, como por exemplo a M.I.A.. &amp;Eacute; o que est&amp;aacute; rolando. Os neg&amp;oacute;cios n&amp;atilde;o andam muito bem no momento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A liberdade da internet teve efeitos tanto positivos quanto negativos e eu acho que mais artistas come&amp;ccedil;aram a pensar que eles t&amp;ecirc;m de fazer parte da cena, sejam eles grandes ou independents. Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o pode esperar pela venda do CD, as pessoas esperam o melhor de voc&amp;ecirc; nas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o pode simplesmente fazer shows, voc&amp;ecirc; tem de estar l&amp;aacute; pra ver shows tamb&amp;eacute;m. Os clubs est&amp;atilde;o em baixa eu acho, precisamos de algo novo. Toquei no Brooklyn, num lugar pequeno chamado Black and Red junto com alguns fashionistas independentes, a banda de uns amigos, Neon-Music, e um amigo DJ. Todos de NY.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neon-Music &amp;eacute; &amp;oacute;timo e louco ao vivo. Tamb&amp;eacute;m toquei no anivers&amp;aacute;rio de Patricia Field com, talvez, 20 performers diferentes, incluso o Neo-Music. S&amp;atilde;o tantos que nem me lembro... Ah sim, teve Lady Bunny tamb&amp;eacute;m, foi puro caos e divers&amp;atilde;o. A mais recente apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi um pocket-show que n&amp;atilde;o me lembro qual era a comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pra falar a real, mas foi no club Cielo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As m&amp;uacute;sicas que escutei parecem uma mescla do trip-hop tradicional com uma forte pegada das ruas, uma vibra&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito urbana mesmo. &amp;Eacute; intencional ou t&amp;ocirc; viajando? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Obrigado. Essa descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o me deixa alegre e sim, voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; certo.  Estou compondo baseado na linha trip-hop com sons eletr&amp;ocirc;nicos. Amo Portishead, Massive Attack e Aphex Twins. Mas eles todos s&amp;atilde;o do Reino Unido e eu sou um morador de NY que veio do Jap&amp;atilde;o. Se eu quisesse soar como eles eu estaria em Bristol agora. O motivo pelo qual mudei pra NY &amp;eacute; que sempre gostei da cultura metropolitana e queria me tornar um cantor na cidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ent&amp;atilde;o eu sabia que deveria criar novas sonoridades ao trip-hop que n&amp;atilde;o soassem como o estilo ingl&amp;ecirc;s. Porque eu amo NY e quero fazer um som que lhe sirva de trilha. N&amp;atilde;o importa o que aconte&amp;ccedil;a, aquilo que produzo ser&amp;aacute; sempre uma vers&amp;atilde;o nova-iorquina do g&amp;ecirc;nero, mesmo que eu n&amp;atilde;o tenha muitos limites quando o assunto &amp;eacute; criatividade. Deixo rolar e d&amp;aacute; no que d&amp;aacute;. O problema &amp;eacute; que &amp;agrave;s vezes me perco, pois sou meu pr&amp;oacute;prio produtor. Uma grande influ&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; Scott Herren aka Prefuse73.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; acha que o ecstasy ainda movimenta a cena eletr&amp;ocirc;nica como nos anos 90?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mmmm... Acho que n&amp;atilde;o mais. Mas acredito que as pessoas, em geral, sempre v&amp;atilde;o usar coca&amp;iacute;na. N&amp;atilde;o importa a &amp;eacute;poca. &amp;Eacute; uma droga social, independente de movimentos, e na Am&amp;eacute;rica continua sendo um grande problema entre os jovens. As festas lounge em lugares privados est&amp;atilde;o muito populares em NY, e a molecada convida traficantes de p&amp;oacute;. N&amp;atilde;o &amp;eacute; mais a era do ecstasy, sabe? N&amp;atilde;o uso drogas e nem bebo, se eles precisam disso, a escolha n&amp;atilde;o &amp;eacute; minha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando voc&amp;ecirc; come&amp;ccedil;ou a tocar por a&amp;iacute;? J&amp;aacute; esteve antes em pa&amp;iacute;ses com culturas t&amp;atilde;o adversas como o Brasil? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou nessa desde mais ou menos 2004. Agora que voc&amp;ecirc; sabe minha origem, ter tocado na Am&amp;eacute;rica no come&amp;ccedil;o j&amp;aacute; foi pra mim um grande desafio, especialmente em NY. D&amp;aacute; pra imaginar!? E esta &amp;eacute; minha primeira gig no Brazil, ent&amp;atilde;o estou muito ansioso. Um amigo meu do Jap&amp;atilde;o, que j&amp;aacute; esteve aqui antes, me disse que eu iria gostar com certeza, porque, segundo ele, os brasileiros s&amp;atilde;o calorosos e divertidos. E &amp;eacute; verdade, o pessoal &amp;eacute; doido! Espero que gostem do meu som. &amp;Eacute; tudo que espero. &amp;Agrave;s vezes &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil absorver algo que nunca se escutou ou viu, mas eu quero me sentir pr&amp;oacute;ximo do p&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Na sua opini&amp;atilde;o, qual &amp;eacute; a coisa mais revolucion&amp;aacute;ria surgida na m&amp;uacute;sica recentemente?  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Essa &amp;eacute;  dif&amp;iacute;cil. N&amp;atilde;o &amp;eacute; o meu estilo, mas eu acho que foi o electroclash com Larry Tee, por volta de 2004/05. Isso foi o maior acontecimento, eu acho. A maioria das revela&amp;ccedil;&amp;otilde;es fica grande em NY e depois some. O que vem depois?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; costuma executar sempre o mesmo set ao vivo?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Eu prefiro que cada show seja diferente. Contanto que seja algo bem pensado. Gosto de surpreender sempre, e, pra plat&amp;eacute;ia, coisas repetitivas tornam-se tediosas. Gosto de mudan&amp;ccedil;as e de apresentar coisas que nunca viram antes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/tatsuyanyc" target="_blank"&gt;www.myspace.com/tatsuyanyc&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.clubegloria.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;www.clubegloria.com.br&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ter&amp;ccedil;a-feira, 19 de agosto - 21h - LAN&amp;Ccedil;AMENTO DA COLE&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O VER&amp;Atilde;O 2009 D&amp;#39;AROUCHE&lt;br /&gt;TATSUYA (Nova York) + STOP PLAY MOON (SP)&lt;br /&gt;Entrada: R$45 / R$35 com nome na lista &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sexta, 22 de agosto - 23h30 - ALELUX!&lt;br /&gt;*Projeto quinzenal onde o performer Johnny Luxo e o estilista Alexandre Herchcovitch comandam as pick-ups e recebem DJs ou performers convidados&lt;br /&gt;ALEXANDRE HERCHCOVITCH + JOHNNY LUXO + MARCIO VERMELHO + MAGAL + TATSUYA&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1960</guid>
      <pubDate>Tue, 19 Aug 2008 18:24:15 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Ver&#244;nica trabalha h&#225; 17 anos vestida de Madonna</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1949</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Na semana em que a rainha do pop completa 50 anos, o portal Skol Beats foi conhecer de perto uma brasileira que ganha a vida h&amp;aacute; quase vinte anos encarnando a significante persona da cantora&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Danilo Poveza&lt;/strong&gt;, texto&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Flavinha Campos&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;fotos e&lt;strong&gt; &lt;a href="http://msn.skolbeats.com.br/beatsbox/videos/1948" target="_blank"&gt;v&amp;iacute;deo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem navegou pela internet essa semana n&amp;atilde;o pode ter deixado de notar que s&amp;aacute;bado, dia 16 de agosto &amp;eacute; anivers&amp;aacute;rio da Madonna. A famosa cantora americana j&amp;aacute; se tornou pe&amp;ccedil;a de cera em museu, &amp;eacute; conhecida por gente de tr&amp;ecirc;s gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e continua lan&amp;ccedil;ando &amp;aacute;lbuns, tornando-se mais conhecida ainda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os numerosos f&amp;atilde;s que a musa pop conquistou, uma paulistana da Mooca foi se envolvendo cada vez mais com o &amp;iacute;dolo e hoje corta at&amp;eacute; o cabelo igual ao da Madonna.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; que Ver&amp;ocirc;nica Pires faz cover da estrela h&amp;aacute; dezessete anos. Come&amp;ccedil;ou quando tinha 16 anos e conseguiu desempenhar o papel t&amp;atilde;o bem que trabalha imitando as dan&amp;ccedil;as de Madonna e cantando suas m&amp;uacute;sicas &amp;quot;ao vivo&amp;quot; em shows por todo o Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seu marido, Toninho Gulan, &amp;eacute; o produtor e empres&amp;aacute;rio. Atende os telefonemas e negocia as apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ver&amp;ocirc;nica. &amp;Eacute; dele tamb&amp;eacute;m o cr&amp;eacute;dito por fazer as bases eletr&amp;ocirc;nicas que sua esposa usa para cantar. &amp;quot;J&amp;aacute; recebi os arquivos dos EUA com todos os canais, mas chega aqui, tem que adaptar um pouco, &amp;agrave;s vezes a gente nota que falta algum som espec&amp;iacute;fico na hora do show&amp;quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://msn.skolbeats.com.br/beatsbox/videos/1948" target="_blank"&gt;Assista ao v&amp;iacute;deo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; que a reportagem gravou na ocasi&amp;atilde;o da entrevista, com a cover Ver&amp;ocirc;nica Pires cantando &amp;quot;Don&amp;#39;t Cry For Me Argentina&amp;quot; e &amp;quot;Like a Prayer&amp;quot;, e conhe&amp;ccedil;a o figurino que ela usa nos shows.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foi na &amp;eacute;poca do &lt;em&gt;Na Cama com Maddona&lt;/em&gt; que voc&amp;ecirc; come&amp;ccedil;ou a fazer cover?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei quando tinha uns 16 anos, era um hobbie mesmo, n&amp;atilde;o importava se tinha pagamento ou n&amp;atilde;o, hoje n&amp;atilde;o, j&amp;aacute; &amp;eacute; profissional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; era bem nova e imitava uma Madonna bastante pol&amp;ecirc;mica, como era em casa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meus pais n&amp;atilde;o gostavam, n&amp;atilde;o. Nunca apoiavam, ficavam dizendo &amp;quot;mas como... essa mulher pelada...&amp;quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E como voc&amp;ecirc; foi ficando conhecida para fazer shows fora da cidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ah, pela internet. Hoje eu tenho site, tem o Orkut, tudo com foto e v&amp;iacute;deo. O meu site &amp;eacute; bem comercial, tem todas as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ali, bem f&amp;aacute;cil. Antigamente tinha que levar foto, era mais demorado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mas j&amp;aacute; aconteceu de chegar a lugares e n&amp;atilde;o encontrar tudo equipado, como voc&amp;ecirc; combina?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Toninho responde) Muito. Mas a gente ficou at&amp;eacute; acostumado, &amp;agrave;s vezes acontece. As casas GLS, que s&amp;atilde;o as que mais contratam, t&amp;ecirc;m o equipamento de som forte, mas s&amp;oacute; para DJ. &amp;Eacute; diferente quando voc&amp;ecirc; precisa que ela tenha caixas de som menores viradas para o palco, para a artista poder ouvir o que est&amp;aacute; cantando.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; teve outras profiss&amp;otilde;es antes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu j&amp;aacute; fiz locu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bingo at&amp;eacute;, mas hoje al&amp;eacute;m de cuidar da minha casa, vivo como int&amp;eacute;rprete da Madonna.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Se ela muda o visual voc&amp;ecirc; tamb&amp;eacute;m tem que mudar, n&amp;atilde;o &amp;eacute;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Isso &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o.... (Toninho interrompe e conta que na semana passada ela at&amp;eacute; havia chorado). Faz alguns dias tive que cortar o cabelo, desci aqui no sal&amp;atilde;o de baixo porque j&amp;aacute; estavam me falando que na turn&amp;ecirc; nova a Madonna vem com o cabelo mais curto. A&amp;iacute; cortei, fiquei em depress&amp;atilde;o (risos). Um dia, fiquei chorando em casa...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E fazendo esse trabalho os f&amp;atilde;s n&amp;atilde;o querem levar as suas roupas como se fossem da Madonna?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o, &amp;eacute; ao contr&amp;aacute;rio, eles me d&amp;atilde;o. Este aqui (aponta para o colar met&amp;aacute;lico que est&amp;aacute; usando) foi dado por um f&amp;atilde;. Eles dizem que eu sou a refer&amp;ecirc;ncia mais pr&amp;oacute;xima da Madonna, &amp;eacute; bacana. &amp;Eacute; engra&amp;ccedil;ada essa car&amp;ecirc;ncia de Madonna.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;J&amp;aacute; viu que tem comunidades no Orkut pedindo que a Madonna volte a fazer o estilo dominadora, de couro, roupas decotadas...? Voc&amp;ecirc; acha que ela devia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sabe que eu nem entro muito para ler Orkut?! Antes eu via mais, s&amp;oacute; que hoje tem gente tamb&amp;eacute;m que fica ali me xingando. Acredita? Tem gente que n&amp;atilde;o gosta que eu fa&amp;ccedil;a isso, dizem que eu quero ser a Madonna. Gente! Eu sei que n&amp;atilde;o sou a Madonna, &amp;eacute; s&amp;oacute; um trabalho e tamb&amp;eacute;m sou f&amp;atilde; da Madonna.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.veronicapires.com.br" target="_blank"&gt;www.veronicapires.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.madonnacover.com.br" target="_blank"&gt;www.madonnacover.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1949</guid>
      <pubDate>Fri, 15 Aug 2008 20:36:00 GMT</pubDate>
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      <title>5 perguntas para Mock &amp; Toof</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1936</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dupla brit&amp;acirc;nica se apresenta sexta (15) na festa Freak Chic, no D-Edge&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Flavinha Campos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mock &amp;amp; Toof come&amp;ccedil;aram a chamar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o em 2007, com o lan&amp;ccedil;amento de remixes para Hot Chip e Juan MacLean pela DFA. Outros remixes foram feitos para nomes como Scissor Sisters, Maps, Gomma, Rebirth e Supersoul.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dupla lan&amp;ccedil;ou, tamb&amp;eacute;m no ano passado, os memor&amp;aacute;veis singles &amp;quot;Black Jub&amp;quot;, pelo pr&amp;oacute;prio selo Tiny Sticks; &amp;quot;Digits&amp;quot;, re-edit para o  Rvng Intl de Nova York; e &amp;quot;Zomby&amp;quot;, pela Mule Musiq do Jap&amp;atilde;o. Bem humorados, deram-se bem com o re-edit de &amp;quot;Like a Virgin&amp;quot;, da Madonna, trazendo o hil&amp;aacute;rio t&amp;iacute;tulo &amp;quot;Lycra Virgin&amp;quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E a dupla n&amp;atilde;o p&amp;aacute;ra, em breve sair&amp;atilde;o novo singles pela Death From Abroad, bra&amp;ccedil;o internacional da DFA (Death From Above), Mule Musiq e Tiny Sticks. Os caras est&amp;atilde;o, no momento, trabalhando em seu &amp;aacute;lbum de estr&amp;eacute;ia, que em breve chega ao mercado. As perguntas a seguir foram respondidas por Mock, acompanhe:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc;s se conheceram?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estava trampando como promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es e Toof tinha v&amp;aacute;rios projetos de m&amp;uacute;sica, um desses trabalhos caiu na minha m&amp;atilde;o. Sugeri que fiz&amp;eacute;ssemos o remix de uma das faixas juntos. Ent&amp;atilde;o fomos para o est&amp;uacute;dio, remixamos, ficamos amigos e come&amp;ccedil;amos a produzir m&amp;uacute;sica juntos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais suas maiores influ&amp;ecirc;ncias?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pergunta dif&amp;iacute;cil de responder... M&amp;uacute;sica &amp;eacute; uma coisa t&amp;atilde;o ampla e gostamos de muitas coisas diferentes, como esses novos artistas que realmente sabem produzir ou t&amp;ecirc;m &amp;oacute;timas id&amp;eacute;ias - que podemos copiar (risos) -, como Prins Thomas, Ritchie Hawtin, Villalobos, LCD Soundsystem, The Emperor Machine, etc. At&amp;eacute; mesmo coisas estanhas encontradas em sebos de disco, como soul e funk das antigas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc;s fizeram v&amp;aacute;rios &amp;oacute;timos remixes para artistas legais, qual deles voc&amp;ecirc;s gostaram mais de produzir? Por qu&amp;ecirc;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que &amp;quot;Over &amp;amp; Over&amp;quot; do Hot Chip. A faixa tem partes muito legais de se trabalhar, al&amp;eacute;m de ser um cl&amp;aacute;ssico absoluto em sua vers&amp;atilde;o original, e por isso meio que intoc&amp;aacute;vel. N&amp;atilde;o d&amp;aacute; pra mexer tanto, mas ainda assim conseguimos fazer um remix que pode ser tocado pelos DJs como vers&amp;atilde;o alternativa. Al&amp;eacute;m disso, o trabalho nos ajudou a conseguir destaque na cena.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual a melhor apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; fizeram?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Foram v&amp;aacute;rias noites &amp;oacute;timas... Paris e Oslo foram inesquec&amp;iacute;veis este ano, e eu realmente gosto de tocar em Dublin.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual o som que voc&amp;ecirc;s est&amp;atilde;o ouvindo ultimamente? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A demo do nosso pr&amp;oacute;ximo &amp;aacute;lbum.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/mockandtoof" target="_blank"&gt;www.myspace.com/mockandtoof&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1936</guid>
      <pubDate>Wed, 13 Aug 2008 20:42:16 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Comemorando shows lotados, Montage se prepara para o Skol Beats 2008</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1925</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;De Fortaleza para o mundo, o electro-rock debochado do Montage evolui a passos largos&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Danilo Poveza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem estava ligado nos projetos de electro-rock que mais cresceram ano passado, certamente conhece o Montage. A dupla formada em Fortaleza por Daniel Peixoto e Leco Juc&amp;aacute; se apresentar&amp;aacute; no Skol Beats dia 27 de setembro e deve ser um dos grandes momentos de palco do festival. As letras debochadas mais as bases eletr&amp;ocirc;nicas do Montage j&amp;aacute; s&amp;atilde;o conhecidas em todo o pa&amp;iacute;s, e assistir ao duo ao vivo &amp;eacute; essencial  para entender porque fazem sucesso. Essa semana, eles responderam perguntas do portal sobre que shows pretendem ver e como foi a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais recente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi o primeiro show que voc&amp;ecirc;s fizeram na vida?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Daniel Peixoto: Foi um show de improviso numa festa que se chamava Montage, em Fortaleza (Cear&amp;aacute;). A noite precisava ter uma atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e cantei em cima de bases que o Leco havia feito na &amp;eacute;poca.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leco Juc&amp;aacute;: Eu tenho algumas lembran&amp;ccedil;as separadas porque lembro que estava meio b&amp;ecirc;bado, mas sei que foi r&amp;aacute;pido e bem intenso... E v&amp;aacute;rias pessoas que falaram comigo depois diziam a mesma coisa... Que havia sido um show intenso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As bases eletr&amp;ocirc;nicas voc&amp;ecirc; tinha preparado h&amp;aacute; quanto tempo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lecco: Eram bases que eu j&amp;aacute; tinha por volta de um ano...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E como foi o show mais recente que voc&amp;ecirc;s fizeram?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Daniel: Nosso &amp;uacute;ltimo show foi em Natal (Rio Grande do Norte) e foi grandioso, sabe? Era o lan&amp;ccedil;amento de um novo show com tel&amp;atilde;o, le parkour, uma coisa toda feita em volta da gente, com tendas de roupas, muita coisa acontecendo e um clima muito bom.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Le parkour &amp;eacute; aquele esporte que as pessoas pulam obst&amp;aacute;culos das grandes cidades?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Daniel: Isso mesmo, t&amp;iacute;nhamos no show uma estrutura grande de metal, foi bem legal e gravamos o videoclipe de &amp;quot;Hi Oprah!&amp;quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leco: Esse show tamb&amp;eacute;m teve de bom que o som estava bem montado, potente, e o p&amp;uacute;blico no Nordeste tem sido muito legal, as pessoas ali esperam coisas novas, tem bastante gente a fim de escutar electro, rock...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual foi o primeiro disco que voc&amp;ecirc;s tiveram?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Daniel: O meu foi do Topo Gigio (risos).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leco: Era um disco do Toy Dolls o meu... O grupo foi um dos primeiros que deram o nome de punk glam, j&amp;aacute; tocaram muito faz tempo, pelos fim dos anos oitenta...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E qual foi o &amp;uacute;ltimo som que voc&amp;ecirc;s fizeram download?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Daniel:&lt;em&gt; Velocifero&lt;/em&gt;, do Ladytron.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leco: Peguei.... Deixa eu ver... o &amp;uacute;ltimo do Boys Noize.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual foi o primeiro show onde voc&amp;ecirc; esteve?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Daniel: Eu vi Chico Science em 1995, no Cear&amp;aacute;, numa cidade chamada Crato.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leco: Em 1988 eu vi o Tit&amp;atilde;s!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E qual o pr&amp;oacute;ximo show que voc&amp;ecirc;s querem ver?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daniel: Eu vou ver o Justice no Skol, com certeza, mas tamb&amp;eacute;m queria ver logo mais o Nine Inch Nails.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leco: Pois &amp;eacute;, os shows do Justice e Digitalism eram coisas que gostaria de ver e vai rolar agora no Skol, mas escolhendo fora disso queria ver o B&amp;#39;52 com o disco novo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1925</guid>
      <pubDate>Tue, 12 Aug 2008 00:41:33 GMT</pubDate>
    </item>
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      <title>Com novos lan&#231;amentos a caminho, Anderson Noise est&#225; animado para o Skol Beats 2008</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1914</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Uma das personas mais importantes do eletr&amp;ocirc;nico nacional, Anderson Noise, querido do p&amp;uacute;blico, est&amp;aacute; mais uma vez entre os headliners do Skol Beats. Pra quem &amp;eacute; f&amp;atilde;, &amp;eacute; bom ficar atento: al&amp;eacute;m de se apresentar no festival em 27 de setembro, agora em agosto sai o &lt;/em&gt;Jonny EP&lt;em&gt; via Lo Kik Recs, o primeiro de uma s&amp;eacute;rie de lan&amp;ccedil;amentos na agulha. Entre eles, mais um DVD, prometido para este ano. Saiba mais na entrevista a seguir &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Ribeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hist&amp;oacute;ria de consagra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da dance music brazuca, que certamente ocupa um cap&amp;iacute;tulo importante nos registros da cultura techno, se confunde com a trajet&amp;oacute;ria de Anderson Noise. N&amp;atilde;o s&amp;oacute; isso, o portif&amp;oacute;lio estrelado do DJ e produtor natural de Belo Horizonte tamb&amp;eacute;m cresceu em paralelo ao festival Skol Beats. Noise esteve presente em todas as edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es at&amp;eacute; hoje.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, com uma pr&amp;eacute;-sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o feita a partir dos argumentos do pr&amp;oacute;prio p&amp;uacute;blico em nosso f&amp;oacute;rum, est&amp;aacute; mais do que provada sua import&amp;acirc;ncia no cen&amp;aacute;rio. N&amp;atilde;o &amp;eacute; pra menos. O cara est&amp;aacute; na ativa desde 1989, quando ocorreu uma explos&amp;atilde;o acid house por aqui. Pegou a coisa toda desde o in&amp;iacute;cio e, mais do que isso, de l&amp;aacute; pra c&amp;aacute; tem ajudado a projetar cada vez mais a nossa eletr&amp;ocirc;nica mundialmente. Noise produziu mais de 40 festas a partir de 92.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi pioneiro na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sua R&amp;aacute;dio Noise on-line em 2002 e mais tarde da TV Noise (2005). Com o quinto &amp;aacute;lbum, gravado no Skol Beats, saiu na frente mais uma vez com o primeiro release nacional ao vivo. A primeira estr&amp;eacute;ia de um DJ brasileiro em DVD tamb&amp;eacute;m lhe pertence: &lt;em&gt;Brazilian Love Affair&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ano passado foi assunto de novo, quando emplacou na posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 54 entre os Top 100 DJs pela DJ Mag. Ele est&amp;aacute; l&amp;aacute; como o &amp;uacute;nico brasileiro da lista, e o &amp;uacute;nico eleito por dois anos seguidos. No filme &lt;em&gt;O Passado&lt;/em&gt; de Hector Babenco, com Gabriel Garcia Bernal, chegado recentemente em DVD, a track &amp;quot;Homem-Cachorro&amp;quot; &amp;eacute; de sua autoria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Na &amp;uacute;ltima elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o da DJ Mag, voc&amp;ecirc; foi o &amp;uacute;nico brasileiro incluso, n&amp;atilde;o foi? Depois de tanto tempo na estrada, esse tipo de condecora&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda te deixa emocionado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute;, eu fui o &amp;uacute;nico brasileiro incluso. J&amp;aacute; s&amp;atilde;o dois anos no ranking do Top 100 DJ Mag. &amp;Eacute; sempre uma surpresa e emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o ver o nome na lista, pois &amp;eacute; um reconhecimento do trabalho. Volta aquela adrenalina de DJ que est&amp;aacute; come&amp;ccedil;ando a tocar, e olha que j&amp;aacute; s&amp;atilde;o 20 anos de discotecagem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A sua hist&amp;oacute;ria no cen&amp;aacute;rio brasileiro &amp;eacute; uma das mais bacanas de acompanhar, na minha opini&amp;atilde;o. Acho que porque voc&amp;ecirc; cresceu como artista junto com as pr&amp;oacute;prias estruturas do nosso techno. Olhando pra tr&amp;aacute;s, qual a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que d&amp;aacute; pra fazer da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do eletr&amp;ocirc;nico nacional?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Legal voc&amp;ecirc; enxergar assim, que o techno est&amp;aacute; crescendo no Brasil e &amp;eacute; um dos movimentos mais interessantes da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica que tem por aqui. Porque muita gente n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; desse jeito, acaba presa no circuito comercial... L&amp;aacute; fora o techno &amp;eacute; muito grande e valorizado. Aqui no Brasil ele t&amp;aacute; muito grande em S&amp;atilde;o Paulo, o que &amp;eacute; normal, a tend&amp;ecirc;ncia internacional chega primeiro nos grandes centros e depois se espalha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Do que se trata este novo release que est&amp;aacute; pra sair agora em agosto? A quantas andam suas produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es atualmente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Jonny EP&lt;/em&gt; foi uma surpresa muito boa, o remix que o Re Dupre fez ficou excelente e a resposta da pista &amp;eacute; melhor imposs&amp;iacute;vel. A vers&amp;atilde;o original &amp;eacute; uma track que fiz em 2006 e a Lo Kik topou pegar para trabalhar! Muita gente est&amp;aacute; me perguntando porque lan&amp;ccedil;ar em outro label brasileiro se eu tenho o meu, a&amp;iacute; vem a resposta: eu acho important&amp;iacute;ssimo estar em outro grande label brasileiro e &amp;eacute; &amp;oacute;timo poder trocar figurinhas. E outra que a Lo Kik est&amp;aacute; trabalhando super bem! Sobre as produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es, este ano j&amp;aacute; foram lan&amp;ccedil;ados tr&amp;ecirc;s EPs - &lt;em&gt;Cacha&amp;ccedil;a&lt;/em&gt;, pela Pild Rercods, e&lt;em&gt; Londrina&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Jardins,&lt;/em&gt; pela Harthouse. E depois do &lt;em&gt;Jonny &lt;/em&gt;ainda vem por ai &lt;em&gt;Qual &amp;eacute; meu irm&amp;atilde;o!?,&lt;/em&gt; pela AFULAB, &lt;em&gt;Homem-Cachorro Remexeu&lt;/em&gt;, pelo Noise Music, &lt;em&gt;Shibuya&lt;/em&gt;, pela Harthouse, e &lt;em&gt;Par&lt;/em&gt;, pela Lo Kik.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Teve algum momento de sua vida que voc&amp;ecirc; se sentiu estafado da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica e quis fazer algo diferente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca quis fazer nada que n&amp;atilde;o fosse tocar!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual a vis&amp;atilde;o que voc&amp;ecirc; tem dessa nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtores, t&amp;atilde;o focada nos mash-ups, no maximalismo e nos remixes que n&amp;atilde;o param de surgir?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Acho muito bacana ver essa gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nova que chega cheia de g&amp;aacute;s! Mas acho importante n&amp;atilde;o s&amp;oacute; produzir um hit como tamb&amp;eacute;m saber trabalhar o som na pista. Muitos produtores t&amp;ecirc;m &amp;oacute;timas m&amp;uacute;sicas, mas s&amp;atilde;o poucos que sabem trabalh&amp;aacute;-las na pista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Junto com essa onda toda, vem a popularidade do Ableton Live e dos produtores/DJs munidos de seus laptops e nada mais. Essa tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; negativa de alguma forma?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que a tecnologia &amp;eacute; importante, mas tudo tem limite. Nas pistas, a perfei&amp;ccedil;&amp;atilde;o das m&amp;aacute;quinas que mixam m&amp;uacute;sica cansa. Os softwares de hoje fazem qualquer um ser DJ, e ser DJ n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; fazer a virada de uma musica para outra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como andam seus projetos paralelos &amp;agrave; atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o como DJ e produtor? Programa de r&amp;aacute;dio, TV, agitos? Alguma novidade quente pra adiantar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou cada vez mais animado. &amp;Eacute; um ciclo vicioso, quando a gente faz o que gosta, cada vez quer fazer mais. Sobre a R&amp;aacute;dio e a TV, n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada f&amp;aacute;cil mant&amp;ecirc;-las. A grande novidade &amp;eacute; que at&amp;eacute; o final do ano chega nas lojas o meu novo DVD.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Presente em todas as edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Skol Beats at&amp;eacute; hoje, deve ser muito gratificante ter sido escolhido mais uma vez em 2008, quando quem decidiu o line-up foi o pr&amp;oacute;prio p&amp;uacute;blico. A galera gosta tanto do seu som que n&amp;atilde;o enjoa de te ver no festival. Queria que voc&amp;ecirc; comentasse um pouco esse lance...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&amp;Eacute;, estou muito feliz por estar nesta edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o! Ter sido escolhido pelo p&amp;uacute;blico me deixou mais animado ainda para me apresentar este ano. O Skol Beats &amp;eacute; o festival n&amp;uacute;mero um pra mim e esta marca de ter tocado em todas as edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es me deixa muito feliz!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que mais te emocionou nesses anos de carreira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tive algumas inesquec&amp;iacute;eis, mas as que mais me emocionaram foram a com o Carl Cox em Maresias, em 2002, e o Skol Beats de 2003, com aquele encerramento ensolarado!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pra terminar, quais s&amp;atilde;o as coisas que t&amp;ecirc;m te inspirado ultimamente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Minha fam&amp;iacute;lia e as coisas simples do dia a dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.andersonnoise.com.br" target="_blank"&gt;www.andersonnoise.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.tvnoise.com.br" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.tvnoise.com.br" target="_blank"&gt;www.tvnoise.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/andersonnoise" target="_blank"&gt;www.myspace.com/andersonnoise&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1914</guid>
      <pubDate>Thu, 07 Aug 2008 22:01:18 GMT</pubDate>
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      <title>Rafael Noronha assina com a 3Plus e estr&#233;ia o Vol. 1 da s&#233;rie Brazilian RMX</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1910</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Aos oito anos de carreira, o DJ e produtor santista de progressive house festeja conquistas at&amp;eacute; aqui e d&amp;aacute; ind&amp;iacute;cios de um futuro bastante promissor&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O jovem DJ e produtor Rafael Noronha j&amp;aacute; pode comemorar o ano de 2008 mesmo antes de terminar. Ele j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ou bem, sendo agraciado com o t&amp;iacute;tulo de nono melhor DJ do Brasil pela revista DJ Sound, e fazendo parte da Lo kik Records, primeiro selo brasileiro a chegar ao Top 2 em vendas do site Beatport.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesta semana, mais uma boa nova, O DJ santista foi contratado pela maior ag&amp;ecirc;ncia de DJs do pa&amp;iacute;s, a 3Plus. Rafael Noronha j&amp;aacute; passou por todos os estados brasileiros e, depois de realizar sua primeira tour internacional no ano passado, segue como residente do programa Clubtronic, na r&amp;aacute;dio paulistana Energia 97 FM.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele acaba de lan&amp;ccedil;ar seu mais novo remix, que faz parte da primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da s&amp;eacute;rie que a Lo kik est&amp;aacute; colocando no mercado em agosto, a &lt;em&gt;The Brazilian Remixes Vol. 1&lt;/em&gt;. A id&amp;eacute;ia do projeto &amp;eacute; reunir, a cada volume, artistas brasileiros remixando faixas de nomes internacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pra come&amp;ccedil;ar, a escolhida foi &amp;quot;Red Cloud&amp;quot;, do canadense Glenn Morrison em parceria com o franc&amp;ecirc;s Ludovic Vendi. A m&amp;uacute;sica recebe quatro vers&amp;otilde;es, entre elas a vers&amp;atilde;o tech-house feita por Rafael Noronha em parceria in&amp;eacute;dita com Re Dupre - em breve, a dupla formar&amp;aacute; um live.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As outras vers&amp;otilde;es s&amp;atilde;o da dupla de sucesso Mora &amp;amp; Nacarrati, imprimindo uma linha mais prog house, e Marco Hanna &amp;amp; Laico, com suas repaginadas progressive e electro-house.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como anda o ambiente de m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica atualmente em Santos? &amp;Eacute; dif&amp;iacute;cil se promover no litoral? Em que lugares voc&amp;ecirc; tem mais p&amp;uacute;blico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A cena eletr&amp;ocirc;nica em Santos tem caminhado bem ao longo dos &amp;uacute;ltimos cinco anos, gra&amp;ccedil;as aos grandes clubs que sempre apostaram em DJs renomados e trouxeram artistas internacionais. Mesmo morando na capital h&amp;aacute; sete anos, constantemente procuro estar inteirado do que acontece por l&amp;aacute;, por interm&amp;eacute;dio dos amigos. A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o no come&amp;ccedil;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil, mas sempre tive a oportunidade de tocar com bons DJs de fora e isso fez com que meu trabalho ficasse conhecido. Assim come&amp;ccedil;aram a rolar os convites para gigs fora de Santos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje em dia me apresento uma vez por m&amp;ecirc;s no club Giv, uma casa de alto n&amp;iacute;vel, tanto na estrutura como tamb&amp;eacute;m na parte art&amp;iacute;stica, totalmente focada em m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica e grandes nomes do cen&amp;aacute;rio mundial, al&amp;eacute;m de festas tem&amp;aacute;ticas. Tem o club Euro que tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; cem por cento eletr&amp;ocirc;nico. Por j&amp;aacute; ter me apresentado em quase todos os estados brasileiros, &amp;eacute; dificil saber onde tenho mais p&amp;uacute;blico, at&amp;eacute; hoje os convites continuam aparecendo e tento agradar cada vez mais. Mas, talvez pela facilidade, o estado de S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; onde me apresento com frequ&amp;ecirc;ncia e sinto as pessoas familiarizadas com o som.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De 2000 pra c&amp;aacute;, quais os aspectos mais marcantes na evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu trabalho como DJ?  Recentemente a gente fez uma mat&amp;eacute;ria sobre o &lt;a href="../../../beatsbox/noticias/1765" target="_blank"&gt;curso de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o em m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica&lt;/a&gt; l&amp;aacute; na Anhembi e os alunos disseram que voc&amp;ecirc; estudava l&amp;aacute;. &amp;Eacute; real? Queria que voc&amp;ecirc; falasse dessa busca pelo aprimoramento.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que com o tempo a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; evoluir. Sempre ouvi de tudo, e acho que hoje em dia o meu som &amp;eacute; o conjunto de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e experi&amp;ecirc;ncias que tive nesses oito anos tocando. Dif&amp;iacute;cil citar os aspectos, eu acho que s&amp;atilde;o muitos, mas acho que sempre tentar trazer algo diferente e de qualidade para o p&amp;uacute;blico, respeitar todos os artistas, independente do estilo de cada um, e acreditar no meu trabalho foram importantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; real sim, senti a necessidade de expandir meu conhecimento em produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o musical e estou fazendo o curso. Me ajudou e me ajuda bastante. Aprimoramento &amp;eacute; algo que nunca algu&amp;eacute;m pode parar de buscar, mesmo estando no mercado h&amp;aacute; algum tempo. Sou muito novo, aprendi muito e sei que tenho muito a aprender, e assim vai...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; admira o trabalho de Glenn Morisson ou pegou a track pra remixar pelo gosto de produzir algo diferente?&lt;/strong&gt; Acompanho o trabalho do Glenn Morissom h&amp;aacute; algum tempo, acho um som bem produzido e de bom gosto. Algumas faixas n&amp;atilde;o me agradam muito, mas foi um grande prazer fazer o remix para um artista com reconhecimento mundial na cena, al&amp;eacute;m de fazer parte de umas das maiores gravadoras do mundo, a Armada Music, do n&amp;uacute;mero um do planeta Armin Van Burren.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; tentou dar um toque de brasilidade ao remix ou preferiu imprimir o seu estilo na track? Falando nisso, quais caracter&amp;iacute;sticas que n&amp;atilde;o podem faltar no seu som?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que meu estilo tem o toque brasileiro, na energia e no swing. N&amp;atilde;o procuro focar em algum estilo ou r&amp;oacute;tulo. Quando penso em produzir penso no que eu sinto, no que me faria estar curtindo na pista e espero que as pessoas gostem e tenham um bom momento de lazer, e foi assim com o remix para o Glenn. A caracter&amp;iacute;stica marcante com certeza vai ser o que sempre busquei nos meu sets como DJ: o groove. A m&amp;uacute;sica precisa ser dan&amp;ccedil;ante acima de tudo. Sempre vou buscar isso, combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de baixo com v&amp;aacute;rios elementos de percuss&amp;atilde;o e a parte que considero muito importante, a harmonia musical, que &amp;agrave;s vezes &amp;eacute; esquecida. O remix foi feito junto ao produtor Renato Dupre, que tamb&amp;eacute;m adota esse estilo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando estamos juntos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ao escutar os outros remixes do release, sua vers&amp;atilde;o ficou muito diferente das outras? Rolou uma apreens&amp;atilde;o por saber que outros artistas talentosos tamb&amp;eacute;m estavam no projeto?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o digo apreens&amp;atilde;o, mas sim mais uma motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o pra tentar fazer algo no mesmo n&amp;iacute;vel dos outros e tamb&amp;eacute;m que agradasse ao pr&amp;oacute;prio Glenn Morisson, um artista de renome. Sendo assim, o remix &amp;eacute; uma grande vitrine. O interessante &amp;eacute; que os quatro remixes ficaram bem diferentes, mas todos t&amp;ecirc;m qualidade e revelam o potencial da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional contempor&amp;acirc;nea.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Al&amp;eacute;m de DJ, quais outras atua&amp;ccedil;&amp;otilde;es que voc&amp;ecirc; tem na cena eletr&amp;ocirc;nica atualmente? Sei que voc&amp;ecirc; tem alguma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na RC2 Music, n&amp;atilde;o &amp;eacute;? Est&amp;aacute; rolando o projeto RezBass?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, trabalho na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica da RC2 Music, onde cuido de toda parte musical de todos os lan&amp;ccedil;amentos da Lo kik Records e da Wired Music. &amp;Eacute; um trabalho que me d&amp;aacute; muito prazer em fazer, planejar novos projetos, buscar novos talentos, definir com os artistas seus releases e procurar selecionar o melhor material que recebemos. Tem&amp;nbsp; chegado at&amp;eacute; n&amp;oacute;s diariamente uma grande quantidade de demos de todas as partes do globo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais os frutos colhidos em sua primeira tour europ&amp;eacute;ia no ano passado? &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Muitos contatos? Qual foi a receptividade do p&amp;uacute;blico e qual a festa mais memor&amp;aacute;vel em que tocou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os melhores poss&amp;iacute;veis. O que valeu mais foi a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conquista, de ver seu trabalho reconhecido e poder mostr&amp;aacute;-lo no exterior. Fora que conheci novos lugares, novas pessoas, fiz muitos contatos. Acho que o p&amp;uacute;blico gostou, espero eu (risos), mas a rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o na pista foi sempre boa. Como uma primeira turn&amp;ecirc; n&amp;atilde;o tive nenhuma festa memor&amp;aacute;vel, no m&amp;aacute;ximo toquei para mil pessoas, mas valeu muito pela experi&amp;ecirc;ncia. Quem sabe na pr&amp;oacute;xima eu possa contar de alguma grande  memor&amp;aacute;vel festa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; teve uma sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de reconhecimento por ter ganhado o DJ Sound Awards desse ano? Ou esse tipo de premia&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o te abala muito?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, eu tive sim. O mercado de DJs no Brasil cresceu demais e a concorr&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; grande e de qualidade. Fiquei muito feliz ao receber o pr&amp;ecirc;mio, sabendo que fui eleito atrav&amp;eacute;s da vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o do p&amp;uacute;blico. Deu aquele friozinho na hora de subir para receber o trof&amp;eacute;u, mas foi uma sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito boa e vou procurar sempre melhorar para que aconte&amp;ccedil;a mais vezes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/djnoronha" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;www.myspace.com/djnoronha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.3plus.art.br" target="_blank"&gt;www.3plus.art.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.rc2music.com" target="_blank"&gt;www.rc2music.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1910</guid>
      <pubDate>Thu, 07 Aug 2008 19:31:20 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Voc&#234; abandonaria o t&#234;nis de mesa pra ser DJ? Phil Weeks, atra&#231;&#227;o do Mob Jam, certamente</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1906</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Portal Skol Beats conversou o DJ franc&amp;ecirc;s que est&amp;aacute; no Brasil para duas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da grife Nokia Trends&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Poveza&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Phil Weeks n&amp;atilde;o &amp;eacute; exatamente um novato no Brasil. Esta semana ele chega ao nosso pa&amp;iacute;s pela quinta vez para se apresentar no projeto itinerante Mob Jam, do festival Nokia Trends. O evento da companhia de celulares &amp;eacute; s&amp;oacute; dia 29 de novembro, mas desde agora a marca tem realizado gigs que divulgam seus novos aparelhos com ferramentas bombadas de &amp;aacute;udio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por telefone, Phil Weeks conversou com a reportagem:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; esteve v&amp;aacute;rias vezes no Brasil, certo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, essa &amp;eacute; a quinta vez. Desde a primeira vez que estive aqui em 2002 j&amp;aacute; me apresentei no Rio de Janeiro, Campo Grande e S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acha que as gigs que fez por aqui tiveram alguma coisa em comum?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A qualidade de som, sem d&amp;uacute;vida. Foram lugares diferentes, mas o som sempre estava redondo. Isso n&amp;atilde;o acontece sempre. Muitas vezes nos EUA e na Europa, quando chego para tocar, descubro que algum aparelho est&amp;aacute; ferrado e isso &amp;eacute; muito chato.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; verdade que tudo na Europa sempre funciona melhor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o, de jeito nenhum... Depende bastante dos lugares... H&amp;aacute; certos clubes grandes em que tudo &amp;eacute; perfeito, mas tamb&amp;eacute;m vou a lugares onde est&amp;aacute; tudo ca&amp;iacute;do. N&amp;atilde;o &amp;eacute; sempre, mas acontece e n&amp;atilde;o d&amp;aacute; para prever.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; propriet&amp;aacute;rio do selo Robsoul, o que &amp;eacute; mais dif&amp;iacute;cil em ter uma gravadora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nada &amp;eacute; realmente dif&amp;iacute;cil para mim porque desde 1999 j&amp;aacute; tenho o Robsoul e ganhei bastante experi&amp;ecirc;ncia no tr&amp;acirc;mite todo... Enviar as m&amp;uacute;sica para os distribuidores e tudo que isso envolve... Mas um fato me deixou bem puto: tomar um calote de mais de 10 mil euros porque um dos distribuidores que me devia dinheiro quebrou! Mas conhecer antes da fama muitas produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es bacanas &amp;eacute; bem legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O logo foi voc&amp;ecirc; quem desenhou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, nos anos 90 meus amigos iam bastante para a &amp;Iacute;ndia e me trouxeram um sticker de l&amp;aacute; com essa imagem. Gostei e passei a usar. &amp;Eacute; a imagem de um deus daquele pa&amp;iacute;s. O lado bom &amp;eacute; que n&amp;atilde;o tenho problemas com direitos de desenhistas (risos).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dos lan&amp;ccedil;amentos legais de 2007, do que voc&amp;ecirc; mais gostou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hmmm... Deixe ver aqui nos discos que trouxe... Tenho algo! O DJ Rasoul &amp;eacute; um que tenho levado muito comigo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E do que &amp;eacute; ruim? Qual foi a &amp;uacute;ltima coisa bem ruim que voc&amp;ecirc; escutou antes de embarcar para o Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olha... Realmente n&amp;atilde;o sei porque nem escuto a programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de r&amp;aacute;dio, fico mesmo por fora do que o pop ruim est&amp;aacute; produzindo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As Olimp&amp;iacute;adas est&amp;atilde;o a&amp;iacute;... Voc&amp;ecirc; &amp;eacute; f&amp;atilde; de algum esporte?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou te dar um furo de reportagem (risos), pois eu fui jogador profissional de t&amp;ecirc;nis de mesa quando era adolescente. Mas comecei a fazer m&amp;uacute;sica e tocar... Ser pago para isso... Ent&amp;atilde;o escolhi melhor o que gostaria de fazer para o resto da vida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Confira abaixo as datas brasileiras de Phil Weeks ::.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nokia Trends MobJam S&amp;atilde;o Paulo (no clube D-Edge)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;6 de agosto, &amp;agrave;s 0h&lt;br /&gt;Entrada: R$30 sem flyer e R$25 com flyer&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rio de Janeiro (no clube Lounge 69)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;8 de agosto, &amp;agrave;s 23h&lt;br /&gt;Entrada: R$40 &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.robsoulrecordings.com" target="_blank"&gt;www.robsoulrecordings.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/philweeks" target="_blank"&gt;www.myspace.com/philweeks&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1906</guid>
      <pubDate>Wed, 06 Aug 2008 22:32:21 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>VJ Alexis, confirmado para o Skol Beats 2008, conversa com o Portal</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1903</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Alexis est&amp;aacute; envolvido com artes visuais h&amp;aacute; bastante tempo. Desde 1999 o VJ se dedica a mixagem de imagens no Brasil, tendo participado de todos os eventos do Skol Beats, desde a primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em 2008 n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; diferente, j&amp;aacute; que, ao lado do &lt;a href="../../../beatsbox/entrevistas/1831" target="_blank"&gt;VJ Spetto&lt;/a&gt;, foi votado pelo p&amp;uacute;blico para se apresentar no mais importante festival eletr&amp;ocirc;nico do pa&amp;iacute;s&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danilo Poveza&lt;/strong&gt;, texto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Ribeiro&lt;/strong&gt;, entrevista&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sua intensa pesquisa na seara da videoarte fez dele um artista pioneiro no Brasil, aperfei&amp;ccedil;oando novas t&amp;eacute;cnicas e desenvolvendo novas plataformas para proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o; Alexis j&amp;aacute; teve seus trabalhos veiculados em pain&amp;eacute;is eletr&amp;ocirc;nicos do mobili&amp;aacute;rio urbano de S&amp;atilde;o Paulo e em pr&amp;eacute;dios de mais de dez andares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2003, motivado pelo sucesso de seus trabalhos, criou o Visual Farm, um n&amp;uacute;cleo de profissionais que desenvolve conte&amp;uacute;do para ag&amp;ecirc;ncias de propaganda, produtoras de eventos e companhias de arte. Entre os clientes atendidos est&amp;atilde;o, por exemplo, a empresa de telefonia Vivo e o grupo teatral Parlapat&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O coletivo Visual Farm j&amp;aacute; atuou com Alexis em shows do Mamelo Sound System, em festivais grandes como o Motomix e nas maiores raves brasileiras como a XXXPerience e a Pulse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;J&amp;aacute; aconteceu de voc&amp;ecirc; ver em trabalhos de outros VJs imagens que voc&amp;ecirc; tamb&amp;eacute;m usa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, v&amp;aacute;rias vezes. &amp;Aacute;s vezes isso acontece por um movimento de c&amp;oacute;pia de id&amp;eacute;ias puro e simples. Na maioria das vezes eu acho que a inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a criatividade t&amp;ecirc;m muito a ver com os est&amp;iacute;mulos aos quais estamos expostos: m&amp;uacute;sica, arte, dan&amp;ccedil;a, filmes, etc. Se todos n&amp;oacute;s estamos expostos aos mesmos elementos, acabamos criando imagens com alguns pontos em comum.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existe uma linguagem est&amp;eacute;tica que voc&amp;ecirc; segue ou tudo flui de modo muito espont&amp;acirc;neo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Procuro n&amp;atilde;o ficar preso a nenhum estilo est&amp;eacute;tico - na verdade eu acho que essa &amp;eacute; a grande vantagem em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos DJs, por exemplo, que acabam virando ref&amp;eacute;ns de um estilo musical e muitas vezes ficam frustrados com isso. N&amp;oacute;s, VJs, temos muito mais liberdade de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; entrou nessa de VJing atrav&amp;eacute;s da paix&amp;atilde;o pelo cinema? Quais suas escolas/diretores cinematogr&amp;aacute;ficos preferidos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu me tornei VJ principalmente pela paix&amp;atilde;o pela m&amp;uacute;sica e pela pista de dan&amp;ccedil;a - a principal fonte de inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em termos de diretores, eu gosto muito do Kubrick, do Fernando Meirelles e do Lynch.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc; avalia a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do VJing nacional desde sua revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; aqui? Em termos de oportunidades de performance, estrutura oferecida pelo cen&amp;aacute;rio e qualidade art&amp;iacute;stica mesmo, de quem faz isso no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei a desenvolver minha apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de VJ em 1998 e fiz as primeiras festas em 1999 - na &amp;eacute;poca n&amp;atilde;o havia ningu&amp;eacute;m que fazia isso no Brasil. Atualmente existem mais de 300 pessoas que assinam a lista de VJs na internet, sem contar os in&amp;uacute;meros VJs espalhados pelo Brasil afora que n&amp;atilde;o participam da lista. Acho que isso representa um crescimento de 30 mil por cento em menos de dez anos. Eu acho que o VJ veio para ficar mesmo, ainda vai durar mais dez anos pelo menos - mas tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; &amp;eacute; um tipo de performance comum em muitas festas e eventos. Na minha opini&amp;atilde;o, o futuro est&amp;aacute; n&amp;atilde;os m&amp;atilde;os do Cinej&amp;oacute;quei, o CJ, um artista que toca m&amp;uacute;sica e imagem. Os principais n&amp;uacute;cleos de VJs do Brasil j&amp;aacute; est&amp;atilde;o indo nessa dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existe uma mensagem a ser passada, ou tentar passar mensagens numa performance como esta termina como pura abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Quem passa mensagem &amp;eacute; telegrama&amp;quot;- uma frase cl&amp;aacute;ssica para desmontar a arrog&amp;acirc;ncia de artistas e criadores. Eu acho que a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de VJ, quando bem feita, pode, no m&amp;aacute;ximo, representar uma opini&amp;atilde;o sobre a realidade, expressa de froma est&amp;eacute;tica, narrativa ou em textos. A figura de um artista &amp;quot;passando mensagens&amp;quot; no alto do seu palco e atr&amp;aacute;s do seu mixer de imagens, como um pastor, &amp;eacute; um tanto chata, na minha opini&amp;atilde;o. Al&amp;eacute;m disso, mesmo imagens abstratas representam uma opini&amp;atilde;o e uma escolha est&amp;eacute;tica ou at&amp;eacute; pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O projeto hoje tem o seu destaque. Mas, no in&amp;iacute;cio, foi complicado aprender a manejar a tecnologia, reunir o equipamento necess&amp;aacute;rio, conseguir espa&amp;ccedil;o?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O in&amp;iacute;cio foi muito dif&amp;iacute;cil, principalmente porque n&amp;atilde;o havia acesso a ferramentas como hoje. Em 1999, um micro que editava imagens custava o mesmo que um carro de luxo. Hoje custa o mesmo que uma bicicleta! Naquela &amp;eacute;poca, eu editava com VHS, usando o controle remoto de equipamentos dom&amp;eacute;sticos e sampleando fitas de videotecas de universidades ou at&amp;eacute; mesmo locadoras de v&amp;iacute;deo. N&amp;atilde;o tinha acesso a mixer de v&amp;iacute;deos e fazia cortes secos muito toscos com um chaveador mec&amp;acirc;nico. Ao mesmo tempo, havia muita energia, criatividade, amor pela pista de dan&amp;ccedil;a e vontade de realizar - foi por isso que deu certo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A converg&amp;ecirc;ncia de plataformas e novas linguagens da arte est&amp;atilde;o transformando a arte contempor&amp;acirc;nea e colocando a est&amp;eacute;tica cada vez mais no cotidiano das pessoas - a exemplo da street art. Est&amp;aacute; pr&amp;oacute;ximo o dia em que arte em espa&amp;ccedil;os fechados ser&amp;aacute; considerada coisa do passado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Espero que n&amp;atilde;o! Acho que sempre haver&amp;aacute; espa&amp;ccedil;os para arte e cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o em espa&amp;ccedil;os abertos ou fechados. Mas eu acho que o VJ est&amp;aacute; para o videoartista da mesma forma que o grafiteiro est&amp;aacute; para o artista pl&amp;aacute;stico - como algu&amp;eacute;m que veio para libertar a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os restritos das galerias e museus. Al&amp;eacute;m disso, eu acho que a interve&amp;ccedil;&amp;atilde;o urbana com imagens &amp;eacute; minha arena do futuro. Nos &amp;uacute;ltimos cinco anos, temos feito diversas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es desse tipo, como essa: &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PUHU6UlCWGE" target="_blank"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=PUHU6UlCWGE&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.visualfarm.com.br" target="_blank"&gt;www.visualfarm.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1903</guid>
      <pubDate>Wed, 06 Aug 2008 21:26:21 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>DaDa Attack e a subvers&#227;o tecnol&#243;gica</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1870</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Amplamente conhecido no cen&amp;aacute;rio como &amp;quot;O Professor Pardal do eletr&amp;ocirc;nico&amp;quot;, Saulo Pais aka DaDa Attack foi revelado aos 19 anos pela ent&amp;atilde;o respeitada publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o DJ World &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele apareceu como um dos pioneiros da discotecagem digital no Brasil, conectando computadores numa diagrama&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;quot;Frankenstein&amp;quot; para obter o resultado desejado. De drum-machines a sintetizadores, passando por microfones, instrumentos e brinquedos os mais diversos, Saulo continua modificando tudo que encontra pela frente, garantindo &amp;agrave; sua m&amp;uacute;sica uma sonoridade &amp;uacute;nica e incomum.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saulo Pais est&amp;aacute; envolvido com a arte, a m&amp;uacute;sica e a tecnologia desde muito novo. O multiartista, mais conhecido no cen&amp;aacute;rio clubber por DaDa Attack, seu nome de guerra adotado em 2005, &amp;eacute; um cara que j&amp;aacute; nasceu com a cabe&amp;ccedil;a aberta &amp;agrave;s possibilidades est&amp;eacute;ticas. Desde crian&amp;ccedil;a que n&amp;atilde;o se contenta com o que lhe &amp;eacute; apresentado, procurando sempre imprimir sua digital nas engenhocas e traquitanas que lhe chegam &amp;agrave; m&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dos mais toscos exemplares ao surrealismo hi-tech, ele modifica tudo para ver no que vai dar. E, pasme, na condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de DJ e produtor, ele consegue obter sonoridades incr&amp;iacute;veis a partir de seus experimentos com a chamada engenharia reversa. Um brinquedo, um computador, um videogame, para DaDa s&amp;atilde;o mais que m&amp;aacute;quinas ou objetos funcionais. S&amp;atilde;o instrumentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A linha circuit bending que define a obra de DaDa Attack promove uma esp&amp;eacute;cie de continuidade do pensamento contracultural firmado no correr do s&amp;eacute;culo 20. Aquela id&amp;eacute;ia subversiva de produzir imagem e som que marcou tanto o Dada&amp;iacute;smo quanto o punk rock. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; que suas incurs&amp;otilde;es, ainda singulares que sejam n&amp;atilde;o causam a estranheza de uma pe&amp;ccedil;a sonora do Fluxus, por exemplo. Elas envolvem, animam e fazem dan&amp;ccedil;ar. N&amp;atilde;o &amp;eacute; por acaso que, entre suas influ&amp;ecirc;ncias, encontrem-se nomes como Tom Z&amp;eacute;, Elis Regina, Pixinguinha, Devo, Racionais MCs, Giorgio Moroder e at&amp;eacute; Chopin.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;DaDa Attack atua na contram&amp;atilde;o do corriqueiro. Recusa o t&amp;eacute;dio e passa a perna na mesmice. Quando parece que n&amp;atilde;o h&amp;aacute; mais como experimentar, ele abre com uma ferramenta e d&amp;aacute; um jeito de reverter o quadro. Amante da eletr&amp;ocirc;nica, o produtor paulistano parece que se alimenta mesmo &amp;eacute; da insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E dos desafios que v&amp;ecirc;m &amp;agrave; reboque.       &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Em abril a gente entrevistou o Pixelh8 sobre chip tunes. No papo que tivemos, ele afirmou ser um dos pioneiros da engenharia reversa. Queria saber se o seu trabalho funciona dentro do mesmo conceito e se voc&amp;ecirc; foi influenciado por algum nome das antigas a come&amp;ccedil;ar com essa proposta.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uso t&amp;eacute;cnicas variadas para fabricar os instrumentos, alguns come&amp;ccedil;o do zero, projetando e montando os componentes em circuitos, outras vezes modificando e somando projetos e tamb&amp;eacute;m modificando circuitos e instrumentos existentes. Synth design, audio hacking, circuit bending, s&amp;atilde;o alguns dos nomes dados ao que fa&amp;ccedil;o em diferentes casos. Meu primeiro contato com a subvers&amp;atilde;o da tecnologia para fazer m&amp;uacute;sica foi com o Kraftwerk, usando brinquedos, calculadoras e sintetizadores modificados. Admiro muito o Raymond Scott, que quebrou barreiras, arrega&amp;ccedil;ou as mangas, inventou e construiu seus pr&amp;oacute;prios sintetizadores, seq&amp;uuml;enciadores, e v&amp;aacute;rios instrumentos incr&amp;iacute;veis. Isso l&amp;aacute; pelos anos 50, sendo um dos precursores da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica, fazendo de trilhas para desenhos a filmes do futuro. Genial!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando voc&amp;ecirc; era crian&amp;ccedil;a, tinha a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fu&amp;ccedil;ar em aparelhos eletr&amp;ocirc;nicos, desmontar pe&amp;ccedil;as, remanejar chips, destruir os brinquedos que ganhava para inventar outros?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, com certeza! N&amp;atilde;o s&amp;oacute; brinquedos, mas qualquer eletr&amp;ocirc;nico que estivesse quebrado e fosse jogado fora. Eu tinha o maior prazer em abrir e ver como era por dentro, eu me impressionava com os componentes t&amp;atilde;o ordenados, os imaginava como os pr&amp;eacute;dios de uma pequena cidade. Eu dizia que seria inventor quando crescesse. Gostava de fazer alguns brinquedos, como um barco usando motores de carrinhos quebrados. &amp;Agrave;s vezes, eu me interessava mais pelo motor de um carrinho, por todas as possibilidades do que aquilo podia virar do que pelo carrinho em si.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; verdade que voc&amp;ecirc; foi um dos primeiros DJs do Brasil a tocar com aparelhagem cem por cento digital?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Suponho que sim, pois n&amp;atilde;o tinha visto at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o ningu&amp;eacute;m tocar somente com computadores. Pesquisei programas para isso, eu estava sem pick-ups e foi a forma que encontrei para tocar tudo que queria da maneira como queria, com o que tinha dispon&amp;iacute;vel. Tentei alguns dos primeiros programas, que eram bem limitados, mas foram se desenvolvendo muito r&amp;aacute;pido e acompanhando essa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que me parecia uma revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Convenci-me de que este seria o futuro das apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e o melhor caminho para que os sons criados em minha cabe&amp;ccedil;a sa&amp;iacute;ssem pelas caixas de som.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atuando como diretor de arte, cen&amp;oacute;grafo, artista pl&amp;aacute;stico e arquiteto, a gente imagina que a sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mundo tem sido, desde a &amp;eacute;poca em que lan&amp;ccedil;ou a primeira track encartada na revista DJ World (&amp;quot;Shadows&amp;quot;), atrav&amp;eacute;s da est&amp;eacute;tica. Trabalho e necessidade de se expressar geralmente se confundem na sua cabe&amp;ccedil;a?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, o visual sempre foi muito importante para mim, sou facilmente estimulado por imagens, luzes e cores. Mas independente do meio, o processo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o funciona de forma muito parecida e com certeza todas as experi&amp;ecirc;ncias que tive contribuem para como produzo. J&amp;aacute; me peguei aplicando li&amp;ccedil;&amp;otilde;es que aprendi com a arquitetura construindo instrumentos eletr&amp;ocirc;nicos, ou fazendo m&amp;uacute;sica pensando na mistura de tintas para pintar. Padr&amp;otilde;es em diferentes mundos como artes pl&amp;aacute;sticas, m&amp;uacute;sica, arquitetura, moda, se repetem e se confundem. E, como eu gosto de integrar diferentes m&amp;iacute;dias, a sinestesia acaba bastante presente no que fa&amp;ccedil;o, ligando sons a cores, temperaturas, cheiros, luzes, imagens... A linha entre o trabalho e a necessidade de se expressar &amp;eacute; complicada de desenhar, eu tento na verdade apagar esta separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, trabalhando duro para fazer arte e me expressar atrav&amp;eacute;s do meu trabalho, me envolvendo sempre ao m&amp;aacute;ximo em algo que acredito, criando assim o ambiente propicio para que boas experi&amp;ecirc;ncias e inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es aconte&amp;ccedil;am.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De onde surgiu o nome DaDa Attack? Alguma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Dada&amp;iacute;smo?&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;DaDa Attack &amp;eacute; um ataque nonsense que ignora regras e padr&amp;otilde;es. Compartilha com o Dada&amp;iacute;smo uma vontade de subverter as ferramentas do sistema e us&amp;aacute;-las contra ele pr&amp;oacute;prio. Criar livremente, colar sons, imagens, sentimentos, cores, cheiros, sabores, sem seguir receitas.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o lhe fez partir pra esse caminho de modificar aparatos tecnol&amp;oacute;gicos de modo a produzir sua pr&amp;oacute;pria sonoridade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A busca por novos sons &amp;eacute; o que me alimenta a estar sempre experimentando, tentando novas maneiras, novas ferramentas, modificando as ferramentas que tenho. Muitas vezes um instrumento, que soava comum e passado, depois de modificado passa a ganhar nova vida soando de maneira &amp;uacute;nica, especial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Suas experi&amp;ecirc;ncias enfocam que tipo de aparelhagem? Prefere mexer com hi-tech ou vintage? 8bits, 16bits, 32bits... Existe alguma prefer&amp;ecirc;ncia ou restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os diversos equipamentos, ferramentas, softwares, instrumentos que uso para criar m&amp;uacute;sica s&amp;atilde;o como a minha paleta de cores. Gosto do contraste, de usar desde o software que aproveita a tecnologia mais avan&amp;ccedil;ada ao brinquedo lo-fi tosco. Gosto, principalmente, quando tudo se combina muitas vezes da maneira menos convencional e forma um corpo conciso aonde os elementos n&amp;atilde;o importam individualmente, mas sim como um todo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como foi que voc&amp;ecirc; desenvolveu esse tino pra extrair sons diferentes das m&amp;aacute;quinas? Atrav&amp;eacute;s de tentativa e erro ou chegou a estudar um pouco de tecnologia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sempre me interessei bastante por tecnologia e, desde crian&amp;ccedil;a, por eletr&amp;ocirc;nica, sons, aparelhos... Foi um caminho natural, uma coisa levando a outra, criando uma base e mais coragem para experimentar cada vez mais al&amp;eacute;m, em projetos cada vez mais complexos... No come&amp;ccedil;o tentando e errando, mas conforme fui me interessando por diferentes tecnologias e linguagens da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica fui tentando aprender com todo material que conseguia. N&amp;atilde;o pela maneira convencional atrav&amp;eacute;s de cursos, at&amp;eacute; porque boa parte do que fa&amp;ccedil;o vai contra o que se aprende nas aulas.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Voc&amp;ecirc; acha que a m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica brasileira carece de inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os produtores de m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica no Brasil s&amp;atilde;o bastante criativos ao driblar as dificuldades que encontramos para adquirir equipamentos, conhecimento, instrumentos e softwares a pre&amp;ccedil;os acess&amp;iacute;veis, criando solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para produzir seus sons sem todos os recursos que os gringos possuem. Tem muita coisa nova e bacana sendo feita por todo o Brasil. Falta um pouco valorizar o que &amp;eacute; criado aqui, que seja pr&amp;oacute;prio, com uma identidade nossa sem cair no clich&amp;ecirc; de m&amp;uacute;sica brasileira, mas sim que seja autoral, pessoal, que passe um sentimento nosso e n&amp;atilde;o somente tente soar como o que &amp;eacute; feito l&amp;aacute; fora. Quando a eletr&amp;ocirc;nica nacional se conscientizar de sua pr&amp;oacute;pria for&amp;ccedil;a e se inspirar por viv&amp;ecirc;ncias e experi&amp;ecirc;ncias pr&amp;oacute;prias, acho que abrir&amp;aacute; portas para uma uni&amp;atilde;o e para que algo maior aconte&amp;ccedil;a.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais foram as principais mudan&amp;ccedil;as que ocorreram no seu som ao longo de todos esses anos na estrada? Com o amadurecimento e o ac&amp;uacute;mulo de repert&amp;oacute;rio cultural, seu jeito de fazer m&amp;uacute;sica ficou mais cabe&amp;ccedil;udo, mais for fun, mais contracultural, ou nada disso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um pouco disso tudo. Minha m&amp;uacute;sica &amp;eacute; reflexo do dia a dia, experi&amp;ecirc;ncias, sentimentos, momentos, sentidos... Desde uma indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o com algo lido no jornal ao prazer de dan&amp;ccedil;ar sem pensar no amanh&amp;atilde;. M&amp;uacute;sica &amp;eacute; a minha vida e, por isso, tudo que eu vivo acaba refletido na minha m&amp;uacute;sica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/dadaattack" target="_blank"&gt;www.myspace.com/dadaattack&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.dadaattack.com" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.dadaattack.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1870</guid>
      <pubDate>Tue, 29 Jul 2008 21:46:22 GMT</pubDate>
    </item>
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      <title>SB 2008: Killer on the Dancefloor</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1868</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Visceral, pesado e arrasador, o Killer on the Dancefloor treme a terra e promove uma verdadeira anarquia nas pistas de dan&amp;ccedil;a&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Danilo Poveza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais novos talentos do cen&amp;aacute;rio eletr&amp;ocirc;nico, o Killer on the Dancefloor venceu a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o do festival e estar&amp;aacute; na 9&amp;ordf; edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Skol Beats. N&amp;atilde;o perca a performance de Phillip A. e Fat&amp;uacute;, que t&amp;ecirc;m sido cada vez mais prestigiada em todo o Brasil. No &amp;uacute;ltimo domingo, dia 27, o Killer esteve em evento promovido pelo Ita&amp;uacute; Cultural junto com o Database e outros produtores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sucesso foi igual ao que j&amp;aacute; se acostumou testemunhar no clube Gl&amp;oacute;ria, onde a dupla bate cart&amp;atilde;o, gra&amp;ccedil;as ao projeto Crew. Acompanhe o papo que a reportagem do Portal SB teve com eles, depois desse agitado fim-de-semana da dupla.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual foi a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais legal que voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; fez?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip: Me apresentando como Killer on the Dancefloor, nas festas do Crew, no Gl&amp;oacute;ria, sempre foi muito bom, &amp;eacute; sempre uma festa absurda, todo mundo t&amp;aacute; sempre na vibe...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fat&amp;uacute;: Eu gosto tamb&amp;eacute;m, sempre vai tudo bem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E num show ruim, o que de pior aconteceu?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip: Olha... Nunca teve uma vez ruim, viu...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc;s tiveram num evento do Ita&amp;uacute; Cultural nesse fim-de-semana que esgotou os ingressos, n&amp;atilde;o? Tive l&amp;aacute; meia hora depois do hor&amp;aacute;rio de abertura e j&amp;aacute; n&amp;atilde;o tinha ningu&amp;eacute;m para fora do audit&amp;oacute;rio...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip: Foi &amp;oacute;timo ontem. Bastante gente sentada at&amp;eacute; no ch&amp;atilde;o, quando acabou aplaudiram de p&amp;eacute;... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagine que voc&amp;ecirc; pudesse fazer qualquer exig&amp;ecirc;ncia para o camarim do Skol Beats, o que seria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip: Voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o vai acreditar, todo mundo acha um pouco rid&amp;iacute;culo, mas eu sou f&amp;atilde; de Ninho Soleil...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como? Aquele p&amp;oacute;zinho que mistura no leite?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip: N&amp;atilde;o, Ninho Soleil &amp;eacute; que nem um Dan&amp;#39;up, &amp;eacute; mais um iogurte...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fat&amp;uacute;: Eu sabia que o Philip diria isso (risos), para mim ent&amp;atilde;o, pode ser toddynho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ah, t&amp;aacute;... Agora me responda quais desses voc&amp;ecirc; prefere... Cansei de Ser Sexy ou Bond&amp;ecirc; do Role?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip: Bonde do Rol&amp;ecirc;... porque s&amp;atilde;o amigos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fat&amp;uacute;: Eu gosto do Bonde tamb&amp;eacute;m, acho que s&amp;atilde;o mais divertidos..&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ed Banger ou Kitsun&amp;eacute;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Phillip: Ed Banger, porque foi toda a inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a nossa festa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fat&amp;uacute;: Gosto mais da Ed Banger tamb&amp;eacute;m, os artistas que prefiro est&amp;atilde;o na Ed Banger.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E se pudesse escolher algu&amp;eacute;m para receber a visita no camarim?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip e Fat&amp;uacute;: O Justice, claro!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; viu as jaquetas do Justice que est&amp;atilde;o sendo vendidas no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip: Eu vi... Tive l&amp;aacute; na loja.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E voc&amp;ecirc; provou? N&amp;atilde;o quis comprar uma?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Philip: Ah, eu vi, gostei, mas o pre&amp;ccedil;o... R$2.200 d&amp;aacute; para comprar duas passagens para ir a Paris (risos).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fat&amp;uacute;: Pois &amp;eacute;, achei muito cara, &amp;eacute; bonita, mas &amp;eacute; muita grana...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Com as Olimp&amp;iacute;ada come&amp;ccedil;ando em agosto, qual esporte voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o faria de jeito nenhum?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fat&amp;uacute;: Ah (pensando)... Todos! (risos). Eu s&amp;oacute; gosto um pouco de basquete.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/killeronthedancefloorbr" target="_blank"&gt;www.myspace.com/killeronthedancefloorbr&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1868</guid>
      <pubDate>Tue, 29 Jul 2008 15:42:31 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Skol Beats 2008: Steve Angello revela, "Quem sabe um dia eu me mudo pro Brasil!"</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1863</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nascido na Gr&amp;eacute;cia e criado em Estocolmo, na Su&amp;eacute;cia, Steve Angello, al&amp;eacute;m de DJ e produtor de house e techno, &amp;eacute; fundador do selo Size Records; um dos destaques da programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do festival em 2008, Steve bateu uma bola com o site. Acompanhe.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flavinha Campos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano de 2003 em que criou o Size, Steve lan&amp;ccedil;ou seu primeiro &amp;aacute;lbum, chamado &lt;em&gt;Tracks&lt;/em&gt;, pela gravadora alem&amp;atilde; Konvex/Konkav. No ano seguinte, j&amp;aacute; desfrutava da popularidade por seu maior sucesso at&amp;eacute; hoje, &amp;quot;Woz Not Woz&amp;quot;, composto em parceria com Eric Prydz para a Subliminal Records.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Steve n&amp;atilde;o p&amp;aacute;ra de fabricar sucessos. No ano passado saiu &amp;quot;Get Dumb&amp;quot; pelo subselo Data Records, da Ministry of Sound, e mais um CD duplo intitulado &lt;em&gt;Sizeism&lt;/em&gt;, com destaques da Size Records produzidos por ele. Um de seus mais importantes trabalhos saiu em 2006.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estamos falando de &amp;quot;Tell Me Why&amp;quot;, em parceria com Axwell aka Supermode, o qual deu a visibilidade necess&amp;aacute;ria para que ele explodisse com uma produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria, &amp;quot;Teasing Mr. Charlie&amp;quot;. A repercuss&amp;atilde;o, mais uma vez positiva, lhe rendeu o contrato com a gravadora Ministry of Sound e a revista Mixmag.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recentemente, Steve e seu brother Sebastian remixaram a faixa &amp;quot;My Love&amp;quot;, de ningu&amp;eacute;m menos que Justin Timberlake. Os mixes do cara s&amp;atilde;o reconhecidos pela sutileza de suas viradas, como se as tracks possu&amp;iacute;ssem vida pr&amp;oacute;pria. A facilidade com que ele consegue impor climas na pista causa furor pela dose de energia que vem &amp;agrave; galope. &amp;Eacute; festa boa na certa!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Quais s&amp;atilde;o suas influ&amp;ecirc;ncias ao fazer m&amp;uacute;sica no est&amp;uacute;dio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente n&amp;atilde;o tenho passado muito tempo no est&amp;uacute;dio, pois estou em turn&amp;ecirc; e n&amp;atilde;o paro em casa. Ent&amp;atilde;o acho que cada pa&amp;iacute;s para onde viajo me inspira e influencia para fazer a pr&amp;oacute;xima faixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que voc&amp;ecirc; tem ouvido ultimamente em casa? Cite algumas m&amp;uacute;sicas que est&amp;atilde;o no playlist do seu iPod.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um GRANDE f&amp;atilde; de Jos&amp;eacute; Gonzales, ele tem um tom relaxante especial em sua voz. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada melhor do que ter um momento de relaxamento, depois de um longo fim de semana de baladas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como vai seu selo, Size Records, nas vendas digitais?  Est&amp;aacute; completamente adaptado ao novo mercado? Ou ainda sente a perda do bom e velho lan&amp;ccedil;amento f&amp;iacute;sico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;oacute;s ainda estamos vendendo os vinis, n&amp;atilde;o tanto quanto antes, ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o estou muito preocupado com isso. O que me preocupa &amp;eacute; que tem de se tomar cuidado com quem voc&amp;ecirc; compartilha as m&amp;uacute;sicas, pois se ca&amp;iacute;rem nas m&amp;atilde;os erradas suas faixas podem ser publicadas em algum site ou blog de download ilegal, e isso sim pode prejudicar muito as vendas. O que a maioria das pessoas n&amp;atilde;o sabe, &amp;eacute; que os m&amp;uacute;sicos vivem dessas vendas e se n&amp;atilde;o conseguirem dinheiro suficiente para pagar suas contas ter&amp;atilde;o de arrumar um segundo emprego. E sem esse dinheiro n&amp;atilde;o haver&amp;atilde;o mais novos m&amp;uacute;sicos empolgados, pois n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; futuro na carreira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E como DJ, voc&amp;ecirc; &amp;eacute; do tipo que compra m&amp;uacute;sica online e toca seu set no Ableton Live? Ou ainda toca &amp;agrave; moda antiga, com vinil e tal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu compro muitas m&amp;uacute;sicas online! Continuo tocando com CDs, ainda n&amp;atilde;o me converti ao Ableton, e acho que jamais irei me converter. &amp;Eacute; muito chato ver um DJ de p&amp;eacute; em frente a um computador, clicando no mouse. Sou um artista e &amp;eacute; o meu trabalho fazer com que as pessoas se sintam entretidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual &amp;eacute; sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com Sebastian Ingrosso e os outros meninos da Swedish House Mafia no dia a dia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu e Sebastian somos como irm&amp;atilde;os, nos conhecemos h&amp;aacute; mais de 15 anos. Nos encontramos todos os dias quando estamos em casa, e frequentemente viajando juntos em turn&amp;ecirc;. Eu e Axell somos bem pr&amp;oacute;ximos tamb&amp;eacute;m, mas  n&amp;atilde;o nos vemos tanto quanto antes, pois mesmo quando estamos em casa n&amp;atilde;o temos muito tempo. Quando tocamos juntos, no entanto, &amp;eacute; muito divertido, e isso &amp;eacute; o que vale.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; gosta de viver na gelada Su&amp;eacute;cia? Ou j&amp;aacute; imaginou em se mudar para algum lugar mais quente como sua terra natal, a Gr&amp;eacute;cia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia eu passo uns 10 dias por ano em Estocolmo, se muito... Estou sempre viajando, ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o sei se posso chamar a Su&amp;eacute;cia de casa. Tenho passado muito tempo em avi&amp;otilde;es voando de um pa&amp;iacute;s para outro, e mais tempo ainda em hot&amp;eacute;is. Por isso tenho que dizer que o mundo &amp;eacute; minha casa!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como foi trabalhar no remix de Justin Timberlake junto com Ingrosso? O que voc&amp;ecirc;s tinham em mente antes de fazer o remix? Saiu como esperado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi muito divertido de fazer! Come&amp;ccedil;amos com o vocal loopado e acabou saindo do jeito que rolou. N&amp;atilde;o passamos muito tempo pensando no que ir&amp;iacute;amos fazer, a gente s&amp;oacute; fez o que deu na telha e jogamos um p&amp;oacute;zinho m&amp;aacute;gico em cima. E pronto!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que voc&amp;ecirc; acha do Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu ADORO o Brasil! J&amp;aacute; passei muito tempo a&amp;iacute;, e devo passar muito mais tempo ainda, com certeza! A cultura, a comida, as praias, o tempo... Gosto de tudo! Quem sabe um dia eu me mudo para o Brasil!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que o p&amp;uacute;blico do Skol Beats deve esperar do seu set back-to-back com Sebastian Ingrosso no Skol Beats?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;MUITA ENERGIA, SEXY!&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1863</guid>
      <pubDate>Fri, 25 Jul 2008 22:38:24 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Embolex colhe frutos de um cen&#225;rio que ajudou a construir</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1837</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;O coletivo de artes visuais Embolex &amp;eacute; um velho conhecido do Skol Beats. Os VJs que representam o projeto j&amp;aacute; estiveram no festival nas edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 2003, 2006 e 2007&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Danilo Poveza&lt;/strong&gt;, texto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Ribeiro&lt;/strong&gt;, entrevista &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde que se formou em 2000, o Embolex vem realizando apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es elogiadas nos principais eventos de m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica do Brasil. O grupo tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; esteve no Nokia Trends e no S&amp;oacute;nar Sound S&amp;atilde;o Paulo. Al&amp;eacute;m disso, constantemente o Embolex &amp;eacute; chamado para desenvolver proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es em shows de artistas preocupados em inovar suas performances. Entre eles Fernanda Porto, Claudio Zoli e Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o Zumbi.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, as imagens do coletivo combinam provoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas com arte urbana e cenas de representativos filmes nacionais. Por exemplo, a obra &lt;em&gt;Marginalia 2&lt;/em&gt;, criada pelo Embolex em 2007, que foi exibida no Festival de Cinema do Rio e at&amp;eacute; numa mostra realizada em Londres chamada Late at Tate, dentro do museu Tate Britain - um dos mais importantes na Europa, voltado &amp;agrave; arte contempor&amp;acirc;nea.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O trabalho mistura cenas de &lt;em&gt;A Mulher de Todos&lt;/em&gt;, de Rog&amp;eacute;rio Sganzerla, com &lt;em&gt;Bang Bang&lt;/em&gt;, de Andr&amp;eacute;a Tonacci, e constr&amp;oacute;i di&amp;aacute;logos que nunca existiram, a n&amp;atilde;o ser na vasta imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos excelentes VJs deste coletivo. A entrevista que voc&amp;ecirc; l&amp;ecirc; abaixo foi respondida por Fern&amp;atilde;o Ciampa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;J&amp;aacute; aconteceu de voc&amp;ecirc;s notarem, em trabalhos de outros VJs, imagens que tamb&amp;eacute;m usam?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nunca, porque todas as imagens que usamos s&amp;atilde;o produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;oacute;prias. O &amp;uacute;nico caso em que isso aconteceria &amp;eacute; quando usamos trechos de filmes, mas at&amp;eacute; hoje n&amp;atilde;o tivemos esse azar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existe uma linguagem est&amp;eacute;tica a ser seguida ou tudo flui de modo muito espont&amp;acirc;neo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Existe um estilo pr&amp;oacute;prio que o Embolex foi desenvolvendo durante os oito anos em que fazemos VJ, mas essa linguagem est&amp;aacute; em constante transfoma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas tecnologias, tendencies, reflexes, etc. O amadurecimento da cena VJ como um todo &amp;eacute; muito importante nesse processo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc;s entraram nessa de VJing atrav&amp;eacute;s da paix&amp;atilde;o pelo cinema?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o. Entramos nessa pelo nosso amor a festas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais suas escolas/diretores cinematogr&amp;aacute;ficos preferidos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem suas prefer&amp;ecirc;ncias, mas um citaria o brasileiro Andrea Tonacci, que dirigiu o filme &lt;em&gt;Bang Bang&lt;/em&gt;, que remixamos no &lt;em&gt;Marginalia 2&lt;/em&gt;, e o americano Man Ray.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc;s avaliam o amadurecimento do VJing nacional desde sua revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; aqui?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que estamos mais maduros, j&amp;aacute; que existem mais espa&amp;ccedil;os e isso gerou novos VJs de todos os estilos e propostas, alguns interessantes, outros de p&amp;eacute;ssima qualidade.  Assim, temos que nos diferenciar da maioria e buscar uma identidade pr&amp;oacute;pria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existe uma mensagem a ser passada?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O pr&amp;oacute;prio meio &amp;eacute; a mensagem, portanto, h&amp;aacute; mensagem mesmo quando &amp;eacute; pura abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Foi complicado aprender a manejar a tecnologia, reunir o equipamento necess&amp;aacute;rio, conseguir espa&amp;ccedil;o, no in&amp;iacute;cio da carreira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fomos pioneiros numa &amp;eacute;poca muito divertida da m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica. Criamos espa&amp;ccedil;os, demandas, p&amp;uacute;blico mesmo, sem ganharmos grana com isso. Foi muito mais prazeroso do que complicado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A converg&amp;ecirc;ncia de plataformas e novas linguagens est&amp;atilde;o transformando a arte contempor&amp;acirc;nea e colocando a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;eacute;tica cada vez mais no cotidiano das pessoas - a exemplo da street art. Est&amp;aacute; pr&amp;oacute;ximo o dia em que arte em espa&amp;ccedil;os fechados ser&amp;aacute; considerada coisa do passado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o acho que a arte tradicional vai acabar, mas gosto da id&amp;eacute;ia de arte que n&amp;atilde;o pode ser transportada. Isso n&amp;atilde;o tem necessariamente a ver com os espa&amp;ccedil;os serem abertos ou fechados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Embolex est&amp;aacute; concorrendo para se apresentar no Skol Beats em setembro. &lt;a href="../../co_creation/candidatos/vjs" target="_blank"&gt;Vote no coletivo aqui no site&lt;/a&gt;. Ainda d&amp;aacute; tempo, a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai at&amp;eacute; o dia 20.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/embolex" target="_blank"&gt;www.myspace.com/embolex&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.embolex.com.br" target="_blank"&gt;www.embolex.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1837</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Jul 2008 22:33:52 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Para VJ 1mpar, o significado das imagens est&#225; se banalizando</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1832</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;O que DJs superstars como Tiesto, Paul Van Dyk, Armin Van Buuren, Eric Morillo e Skazi, entre outros, t&amp;ecirc;m em comum? Bem, al&amp;eacute;m da habilidade e do carisma para fazer multid&amp;otilde;es dan&amp;ccedil;arem euforicamente, todos eles j&amp;aacute; tiveram em seus tel&amp;otilde;es o trabalho autoral de Henrique Roscoe, o VJ 1mpar&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Ribeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Artista digital, m&amp;uacute;sico e designer, Henrique Roscoe atua como VJ desde 2004. Suas imagens s&amp;atilde;o conhecidas pelas formas abstratas e desenhos vetoriais. As cria&amp;ccedil;&amp;otilde;es em v&amp;iacute;deo agregam muita influ&amp;ecirc;ncia do Construtivismo russo, aliadas a cores e movimentos personal&amp;iacute;ssimos, que transmitem com exatid&amp;atilde;o as sensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sugeridas pelos contornos que desenvolve.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que transborda de suas sessions &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m a cr&amp;iacute;tica social, atrav&amp;eacute;s de produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es digitais feitas integralmente no computador, ou desenhadas &amp;agrave; m&amp;atilde;o para depois serem escaneadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, faz parte de uma dupla audiovisual chamada Addd, que tem como princ&amp;iacute;pio fundamental a sincronia entre &amp;aacute;udio e v&amp;iacute;deo e, no in&amp;iacute;cio de 2008, lan&amp;ccedil;ou um novo projeto, conceitual, chamado Hol. Baseadas na id&amp;eacute;ia de sinestesia, todas as composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es buscam correspond&amp;ecirc;ncia entre som e imagem, sendo executadas em performances ao vivo ou nas modalidades de v&amp;iacute;deos e instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre as renomadas edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es sob encomenda, produziu v&amp;iacute;deos para a tour de 2006 da banda americana Earth Wind and Fire e loops imag&amp;eacute;ticos para os programas do Especial Roberto Carlos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;J&amp;aacute; aconteceu de voc&amp;ecirc; ver em trabalhosde outros VJs imagens que voc&amp;ecirc; tamb&amp;eacute;m usa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas eram imagens minhas. Eu produzo todos os loops que uso em minhas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Mas n&amp;atilde;o vejo problema em usar samples de imagens de outros artistas. Uma das atribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es do VJ &amp;eacute; exatamente buscar imagens de fontes diversas, assim como o DJ faz com a m&amp;uacute;sica. Eu prefiro criar e usar minhas pr&amp;oacute;prias imagens pois tenho mais prazer com isso, mas n&amp;atilde;o recrimino quem n&amp;atilde;o segue esta linha. &lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existe uma linguagem est&amp;eacute;tica que voc&amp;ecirc; segue ou tudo flui de modo muito espont&amp;acirc;neo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As duas coisas. Sigo uma linha mais baseada em elementos abstratos, onde valorizo as formas, cores e movimentos de cada v&amp;iacute;deo. Assim, vou desenvolvendo minha narrativa, encadeando imagens e temas que tenham a ver entre si. As pr&amp;oacute;prias imagens muitas vezes j&amp;aacute; sugerem um caminho. Nunca coloco uma sequ&amp;ecirc;ncia de loops que n&amp;atilde;o tenham uma liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, seja esta tem&amp;aacute;tica ou est&amp;eacute;tica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; entrou nessa de VJing atrav&amp;eacute;s da paix&amp;atilde;o pelo cinema? Quais suas escolas/diretores cinematogr&amp;aacute;ficos preferidos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o, gostar de cinema n&amp;atilde;o foi o principal motivo pelo qual escolhi ser VJ. Gosto muito de imagens em movimento e de m&amp;uacute;sica e o VJing &amp;eacute; uma arte que me possibilita unir essas duas &amp;aacute;reas numa mesma atividade. Sobre influ&amp;ecirc;ncias, tenho um grande interesse na arte russa do in&amp;iacute;cio do s&amp;eacute;culo XX, principalmente no Construtivismo e Suprematismo, e tamb&amp;eacute;m nos movimentos abstratos modernistas. No cinema, gosto da plasticidade do Kubrick, do surrealismo de Bu&amp;ntilde;el e tamb&amp;eacute;m dos diretores Darren Aronofsky e Michael Haneke.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc; avalia o amadurecimento do VJing nacional desde sua revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; aqui?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o acompanhei de perto o in&amp;iacute;cio da cena, que aconteceu em SP, mas muita coisa foi feita pelos pioneiros e isso tem de ser respeitado. Se hoje temos algum valor, &amp;eacute; devido &amp;agrave;s iniciativas dos primeiros VJs que constru&amp;iacute;ram a base de um movimento que hoje se espalha pelo Brasil. Sobre oportunidades de performance e qualidade dos trabalhos, acredito que estamos em evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ainda h&amp;aacute; muito a ser conquistado e explorado em termos de est&amp;eacute;tica e t&amp;eacute;cnica, mas bastante coisa j&amp;aacute; foi feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe uma mensagem a ser passada?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito no valor das coisas puras, antes que seja formada uma significa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Gosto de trabalhar as sensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que as imagens podem produzir, e este j&amp;aacute; &amp;eacute; um tipo de mensagem. Ultimamente temos recebido uma avalanche de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e acredito que os significados das palavras e imagens est&amp;atilde;o se banalizando cada vez mais, a ponto de todas as liga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de sentido entre elas se tornarem vazios. Ent&amp;atilde;o procuro um lugar antes da significa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para transmitir minha mensagem. Trabalho tamb&amp;eacute;m algumas vezes com mensagens mais diretas, mas sempre de forma metaf&amp;oacute;rica e sutil. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Foi complicado aprender a manejar a tecnologia, reunir o equipamento necess&amp;aacute;rio, conseguir espa&amp;ccedil;o?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A parte tecnol&amp;oacute;gica nunca foi o problema no meu caso, pois sempre corri atr&amp;aacute;s de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para conseguir fazer o que queria. O espa&amp;ccedil;o j&amp;aacute; foi mais complicado, mas acredito na qualidade do trabalho para conseguir novas oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A converg&amp;ecirc;ncia de plataformas e novas linguagens est&amp;atilde;o transformando a arte contempor&amp;acirc;nea e colocando a  preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;eacute;tica cada vez mais no cotidiano das pessoas - a exemplo da street art. Est&amp;aacute; pr&amp;oacute;ximo o dia em que arte em espa&amp;ccedil;os fechados ser&amp;aacute; considerada coisa do passado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que n&amp;atilde;o. H&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o para todas as formas de arte e as tecnologias atuais permitem uma multiplicidade cada vez maior de varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es das mesmas. Em um mundo com tanta informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acho dif&amp;iacute;cil algum tipo de arte desaparecer. Inclusive, na maioria das formas de arte, o local onde ela acontece n&amp;atilde;o &amp;eacute; fator preponderante para a sua exist&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VJ 1mpar est&amp;aacute; concorrendo para se apresentar no Skol Beats em setembro. &lt;a href="../../co_creation/candidatos/vjs" target="_blank"&gt;Vote nele aqui no site&lt;/a&gt;. Ainda d&amp;aacute; tempo, a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai at&amp;eacute; o dia 20.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://vj.1mpar.com" target="_blank"&gt;vj.1mpar.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.addd.com.br" target="_blank"&gt;www.addd.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://hol.1mpar.com" target="_blank"&gt;hol.1mpar.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1832</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Jul 2008 16:40:12 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>"O que mais me influencia s&#227;o as piadas do Chaves", revela VJ Spetto</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1831</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se hoje a pr&amp;aacute;tica de VJing no Brasil j&amp;aacute; se tornou inerente aos festivais de vanguarda, VJ Spetto &amp;eacute; um dos nomes que contribu&amp;iacute;ram para isto. H&amp;aacute; mais de dez anos atuando como VJ, videocenarista e videoperformer, ele &amp;eacute; especialista em proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es de larga escala&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Spetto &amp;eacute; conhecido por tra&amp;ccedil;ar extensos panoramas l&amp;uacute;dicos com suas imaginativas edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es. J&amp;aacute; p&amp;ocirc;de ser conferido anteriormente no Skol Beats, onde deixou impresso seu tom de f&amp;aacute;bula &amp;agrave; pista de dan&amp;ccedil;a em 2007.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Sua sensibilidade em proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es tamb&amp;eacute;m chama aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;aacute; de fora. VJ Spetto, que tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; produtor musical, teve suas luminosas formas projetadas nas paredes externas do Royal Festival Hall, &amp;agrave;s margens do rio Tamisa, num evento para cem mil pessoas em que se comemorava a reinaugura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Southbank Centre. O evento durou dois dias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em mar&amp;ccedil;o de 2008, faturou, ao lado do VJ Zaz, o Cinetrip Torna Budapeste - a mais importante competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do g&amp;ecirc;nero promovida no Leste Europeu. Ainda no &amp;uacute;ltimo m&amp;ecirc;s de julho, o artista embarcou em viagem para representar o Brasil no anivers&amp;aacute;rio de La Paz, na Bol&amp;iacute;via. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Junto com Phantazma e Zaztraz, forma o XXX3Live, colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a qual j&amp;aacute; excursionou por lugares como Portugal, Espanha, Fran&amp;ccedil;a, Hungria e Inglaterra, inundando com suas imagens cen&amp;aacute;rios de raves, squats e festas do n&amp;uacute;cleo Tourture.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;J&amp;aacute; aconteceu de voc&amp;ecirc; ver em trabalhosde outros VJs imagens que voc&amp;ecirc; tamb&amp;eacute;m usa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;J&amp;aacute; aconteceu sim, e acho muito legal. Pra mim significa que tudo aquilo que estou produzindo tem algum valor. Ou que pelo menos tem gente gostando (risos). Melhor mesmo ser&amp;aacute; o dia em que eu ver meus loops nas banquinhas de camel&amp;ocirc;. Da&amp;iacute; ser&amp;aacute; a vit&amp;oacute;ria master. E tem mais, acho que imagem &amp;eacute; igual track de &amp;aacute;udio. Todo VJ pode tocar uma certa imagem conhecida - &amp;eacute; tipo um hit, sabe? &amp;Eacute; claro que o valor est&amp;aacute; em ter uma imagem exclusiva, aquela imagem que so voc&amp;ecirc; tem. Tem gente que me pede pra colocar &amp;quot;Tem vaca na pista&amp;quot; at&amp;eacute; hoje, &amp;eacute; um hit certo. Cada VJ tem uma imagem que &amp;eacute; a sua cara, e &amp;eacute; isso que faz a nossa arte. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existe uma linguagem est&amp;eacute;tica que voc&amp;ecirc; segue ou tudo flui de modo muito espont&amp;acirc;neo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que &amp;eacute; mais espontaneo. Eu escuto uma m&amp;uacute;sica ou vejo o publico e penso: &amp;quot;Ah, ser&amp;aacute; essa imagem aqui&amp;quot;. E na hora de produzir &amp;eacute; o mesmo, eu comeco a imaginar umas cenas e tento desenhar. Tento imaginar a rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas vendo aquilo e pronto, ya esta! E sempre fa&amp;ccedil;o o teste final mostrando pra Denaise Spetta, pra Dani B e pro broder Maylinch. Se eles gostam, ent&amp;atilde;o est&amp;aacute; tudo em cima. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; entrou nessa de VJing atrav&amp;eacute;s da paix&amp;atilde;o pelo cinema? Quais suas escolas/diretores cinematogr&amp;aacute;ficos preferidos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na verdade eu sou meio que nerd de carteirinha. Gosto bastante de cinema - adoro assistir as velharias de Pasolini e Felini - , mas acho que o que mais me influencia &amp;eacute; o psicodelismo, as colagens gr&amp;aacute;ficas, a deconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as piadas dos Trapalh&amp;otilde;es e do Chaves. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como voc&amp;ecirc; avalia a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do VJing nacional desde sua revela&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; aqui? Em termos de oportunidades de performance, estrutura oferecida pelo cen&amp;aacute;rio e qualidade art&amp;iacute;stica mesmo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Putz, melhorou pra cacete. Primeiro que apareceram muito mais VJs - e entre esses caras alguns com n&amp;iacute;vel c&amp;oacute;smico-internacional -, e depois melhoraram os projetores, apareceram LEDs melhores, G-Lecs, etc. Os festivais, que nunca tinham ouvido falar da gente, come&amp;ccedil;aram a abrir espaco. E, claro, tem todos os t&amp;eacute;cnicos de montagem dos quais ficamos amigos, sempre que nos encontramos &amp;eacute; uma festa s&amp;oacute;. Ainda assim, como eu sou chato pra cacete, penso que deveria haver mais espaco para revelar mais VJs talentosos. Mas estamos no caminho certo e &amp;eacute; isso que interessa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existe uma mensagem a ser passada? Ou tentar passar mensagens numa performance como esta termina como pura abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A&amp;iacute; depende de cada VJ. Tem gente que gosta de fazer mais abstracionismo, tem gente que gosta de brincar com a plat&amp;eacute;ia. Eu gosto de fazer os dois. Acho legal tentar me comunicar com o p&amp;uacute;blico. E, quando a mensagem passa, da&amp;iacute; &amp;eacute; gl&amp;oacute;ria! &amp;Eacute; muito bom ver o p&amp;uacute;blico rindo, viajando, parad&amp;atilde;o, assistindo aos nossos videos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O projeto hoje tem o seu destaque. Mas, no in&amp;iacute;cio, foi complicado aprender a manejar a tecnologia, reunir o equipamento necess&amp;aacute;rio, conseguir espa&amp;ccedil;o?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse, sempre fui meio nerd - hoje em dia se diz &amp;quot;geek&amp;quot;. (risos). Ent&amp;atilde;o, sempre fui atr&amp;aacute;s para pesquisar hardware e software. Essa coisa de ser VJ pra mim &amp;eacute; uma paix&amp;atilde;o, eu adoro isso, minha vida &amp;eacute; isso. N&amp;atilde;o me importa se tem uma pessoa vendo ou 50 mil, eu gosto mesmo &amp;eacute; de projetar. Logo, correr atr&amp;aacute;s de gigs &amp;eacute; uma constante. Deu mole eu t&amp;ocirc; l&amp;aacute;. Sempre digo que VJ &amp;eacute; uma ra&amp;ccedil;a guerreira, vai com laptop, c&amp;acirc;mera, cpu, monitor, sobe andaime, n&amp;atilde;o t&amp;aacute; nem a&amp;iacute;. O que importa &amp;eacute; acender o tel&amp;atilde;o. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A converg&amp;ecirc;ncia de plataformas e novas linguagens est&amp;atilde;o transformando a arte contempor&amp;acirc;nea e colocando a&amp;nbsp; preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;eacute;tica cada vez mais no cotidiano das pessoas - a exemplo da street art. Est&amp;aacute; pr&amp;oacute;ximo o dia em que arte em espa&amp;ccedil;os fechados ser&amp;aacute; considerada coisa do passado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vai haver espa&amp;ccedil;o pros dois, sempre. Tem arte que &amp;eacute; pra circuito fechado, tem arte que &amp;eacute; para ser exposta nas ruas. Tentar ditar qual &amp;eacute; a arena ideal pra arte &amp;eacute; ser um tanto facista. Artista mesmo quer &amp;eacute; expor seu trabalho onde achar necess&amp;aacute;rio. O que importa &amp;eacute; que algu&amp;eacute;m veja aquilo e se sinta tocado, que aquilo traga alguma coisa que fa&amp;ccedil;a as pessoas refletirem, terem ideias, abrirem suas cabe&amp;ccedil;as. A arte sempre liberta. N&amp;atilde;o importa aonde esteja. Desde que n&amp;atilde;o seja produto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;+ info&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;VJ Spetto est&amp;aacute; concorrendo para se apresentar no Skol Beats em setembro. &lt;a href="../../co_creation/candidatos/vjs" target="_blank"&gt;Vote nele aqui no site&lt;/a&gt;. Ainda d&amp;aacute; tempo, a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai at&amp;eacute; o dia 20.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.vjspetto.com.br" target="_blank"&gt;www.vjspetto.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/vjspetto" target="_blank"&gt;www.myspace.com/vjspetto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/vjspetto" target="_blank"&gt;www.youtube.com/vjspetto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1831</guid>
      <pubDate>Fri, 18 Jul 2008 16:05:05 GMT</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Fot&#243;grafo do Portal SB d&#225; suas impress&#245;es sobre o cen&#225;rio europeu</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1823</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Para o nosso fot&amp;oacute;grafo especial Eduardo Llerena, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; infort&amp;uacute;nio que supere o mau cheiro da Fabric londrina&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Ribeiro&lt;/strong&gt;, texto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adriana Lima&lt;/strong&gt;, foto&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ano passado, &amp;agrave; procura de fot&amp;oacute;grafos para cobrir a vida noturna em outros estados do Brasil, fora de SP, me deparei com o trabalho de certo rapaz residente no Rio. Muitas cenas doidas recheavam seu portf&amp;oacute;lio, v&amp;aacute;rias delas retratavam o Dama de Ferro. N&amp;oacute;s s&amp;oacute; precis&amp;aacute;vamos de imagens de festa de final de ano, mas o que recebemos era t&amp;atilde;o aut&amp;ecirc;ntico que resolvemos fechar uma parceria de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o cara. Meu xar&amp;aacute; Eduardo Llerena.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gosto do trampo dele porque lan&amp;ccedil;a olhar despretensioso sobre as figuras que sacodem o corpo na pista. Desarma seus personagens, deixa todo mundo descontra&amp;iacute;do s&amp;oacute; porque sabe se jogar no meio do povo, fazendo parte do movimento que est&amp;aacute; cobrindo. Desde ent&amp;atilde;o, ele tem captado as imagens mais engra&amp;ccedil;adas e espirituosas que publicamos aqui no site. A julgar pelas legendas que envia, quando n&amp;atilde;o est&amp;aacute; muito empolgado a ponto de esquecer. Ele tamb&amp;eacute;m faz v&amp;iacute;deo, ent&amp;atilde;o j&amp;aacute; d&amp;aacute; pra sacar que o cara &amp;eacute; absorto pelo sentido da vis&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nosso fot&amp;oacute;grafo aventureiro trafegou pelo velho mundo no &amp;uacute;ltimo m&amp;ecirc;s. Foi cobrir o festival S&amp;oacute;nar e aproveitou para zanzar por outros redutos da cena europ&amp;eacute;ia. De l&amp;aacute;, voltou extasiado, clicou toda a diversidade que encontrou pela frente, inspecionou o movimento dos gringos com suas lentes acuradas e compilou uma por&amp;ccedil;&amp;atilde;o de relatos. Num bate-papo de fim de tarde, Llerena me falou um pouco mais do que viu por l&amp;aacute;. E atesta: o turismo para curtir festivais pelo mundo vale tanto a pena quanto a gente j&amp;aacute; desconfiava. Com a palavra, o nosso garimpador de balada forte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que foi que rolou de mais incr&amp;iacute;vel na trip pra Espanha? Que outros lugares e atra&amp;ccedil;&amp;otilde;es viu por l&amp;aacute;, al&amp;eacute;m do festival S&amp;oacute;nar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na Europa, especialmente durante o S&amp;oacute;nar em Barcelona, era muito curioso o fato de que estava todo mundo ali pela mesma raz&amp;atilde;o, mas numa onda diferente, na sua pr&amp;oacute;pria vibe, sem se importar demais com estilo, gosto, ou cor do cabelo de quem dan&amp;ccedil;ava ao lado. Era muito sorriso, muita gente sendo elas mesmas, e muitas tribos mescladas numa de viver aquele momento e quem sabe at&amp;eacute; se conhecer e trocar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, numa de networking. Todos pareciam ter algo em que acreditavam bastante e que queriam compartilhar, e o mundo inteiro estava ali, aberto... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fiquei 21 dias agora na Europa, e &amp;eacute; impressionante como tantas coisas s&amp;atilde;o familiares e bem parecidas l&amp;aacute;. O povo dentro do Rex, em Paris, a galera na Fabric, em Londres, as pessoas no Panorama Bar, em Berlim.  Cada um com a sua cara, mas em alguns aspectos, bem parecidos com as coisas aqui no Brasil. Tenho certeza de que a festa da playboyzada de l&amp;aacute; n&amp;atilde;o difere muito da de c&amp;aacute;, s&amp;oacute; que os de l&amp;aacute; est&amp;atilde;o um pouco mais avan&amp;ccedil;ados. Seja na s&amp;iacute;ntese simples de conhecer m&amp;uacute;sicas, labels e DJs, pela exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e facilidade de acesso, ou pelos que se drogam at&amp;eacute; ficarem em coletivos, colocando mais uma bala na boca do amigo j&amp;aacute; sentado no ch&amp;atilde;o, estirado e j&amp;aacute; pronto pra ir embora...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais as maiores diferen&amp;ccedil;as que voc&amp;ecirc; notou? E os melhores clubs, eventos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na Espanha fiquei somente em Barcelona, onde rolou o S&amp;oacute;nar.  A cidade &amp;eacute; incr&amp;iacute;vel!  Linda, limpa, organizada. Achei o povo local talvez um pouco rude. Essa onda de Catal&amp;atilde;o. Sei l&amp;aacute;!  Mas o povo em geral que estava habtando a cidade naqueles tr&amp;ecirc;s dias de festival, n&amp;atilde;o era s&amp;oacute; local, era de outras partes da Europa, ou melhor, do mundo inteiro! Tinha gente de tudo que &amp;eacute; lugar, portanto fica meio dif&amp;iacute;cil falar das pessoas de Barcelona. Isso at&amp;eacute; porque fiquei um dia a mais depois que terminou, e a cidade era outra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A barulheira continuou com as motinhos e caminh&amp;otilde;es, direto.  Sem falar na festa de solst&amp;iacute;cio deles, que parecia Copacabana no Reveillon (ou quase!). E eu ainda fui me aventurar l&amp;aacute; na praia pra ver os fogos. Dia de Saint Joan, sei l&amp;aacute;!  Que inferno! Cara, eu adorei o Panorama em Berlim. Ali&amp;aacute;s, Berlim &amp;eacute; um absurdo!  O Weekend &amp;eacute; um club com uma vista arrasadora da cidade, tem sua pistinha toda iluminada por Leds piscantes, um povinho bonitinho, mas sei l&amp;aacute;, n&amp;atilde;o me encaixei muito. Achei que faltava mais vida. Mais vontade de dan&amp;ccedil;ar e se jogar, e menos de papear com copinho de bebida na m&amp;atilde;o e cigarrinho na outra. Posso falar mais dos clubs de Berlim? S&amp;oacute; um pouquinho?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Claro, n&amp;eacute;...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fui ao Bar 25, mas n&amp;atilde;o era uma das noites bombadas. Encontrei uns amigos e conversamos a noite inteira. &amp;Eacute; feito duns bangal&amp;ocirc;s de madeira &amp;agrave; beira do rio, e s&amp;oacute; descobri que o lugar era exatamente onde ficava o Corredor da Morte na &amp;eacute;poca da DDR ao sair de l&amp;aacute;.  Achei meio m&amp;oacute;rbido saber que v&amp;aacute;rias pessoas j&amp;aacute; tinham sido metralhadas ao tentar atravessar de um lado da Alemanha pro outro, mas n&amp;atilde;o deixa de ser interessante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tinha uma &amp;aacute;rvore com um balan&amp;ccedil;o de corda enorme, aonde as pessoas iam pra brincar um pouco e depois voltavam a papear nos sof&amp;aacute;s r&amp;uacute;sticos largados pela cabana de madeira. L&amp;aacute; atr&amp;aacute;s ficava um restaurante com o &amp;quot;melhor bife&amp;quot; de Berlim. Reza a lenda que o chef &amp;eacute; um absurdo e que &amp;eacute; car&amp;iacute;ssimo comer l&amp;aacute;. Quem se amarra numa bisteca n&amp;atilde;o pode perder essa! Noutro dia fui pro Watergate. Cheguei l&amp;aacute; e o carinha deu uma de esnobe, n&amp;atilde;o queria nos deixar entrar por ser uma festa fechada e tal.  Acabou que consegui. O club &amp;eacute; um espet&amp;aacute;culo. A ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um absurdo e o som maravilhoso!  Ali&amp;aacute;s, n&amp;atilde;o entrei em lugar algum sequer em que a m&amp;uacute;sica tocada n&amp;atilde;o fosse interessante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, tenho que te falar de um club que nem &amp;eacute; um club, eu acho... Do outro lado da rua de onde ficava o Watergate, avistamos uma luz vermelha e um som baixo. Atravessamos e, ao entrar, me deparei com o maior bar de sapa que eu j&amp;aacute; tinha estado na vida. Era a festa Lux. Tinha muita mulher!  O mais impressionante foi como elas nos receberam, eu em particular. N&amp;atilde;o me olharam feio nem nada. Era como se n&amp;atilde;o estivesse l&amp;aacute;, sem falar nas que at&amp;eacute; sorriam e eram gentis. Eu meio que me senti esquisito com quatro mulheres nuas dan&amp;ccedil;ando em cima do balc&amp;atilde;o do bar. Achei que com a minha cara barbada ia incomodar. Tinha at&amp;eacute; uma completamente pelada. Linda, e outra num style meio pin-up, sorrindo e sendo um doce. Deviam ter no m&amp;aacute;ximo tr&amp;ecirc;s homens no ambiente. Era muita vida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E o que &amp;eacute; que t&amp;aacute; pegando por l&amp;aacute; em termos de som e moda?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muita franqueza eu diria. O som nem era muito bom, inclusive, o retorno da DJ&amp;eacute;ia era em cima dela, meio que virado pra pista, funcionando como PA tamb&amp;eacute;m. Mas era muito real, muito verdadeiro, sem caras e bocas. E de dia, sem presepadas mil e fru-frus extras. Era gente dan&amp;ccedil;ando m&amp;uacute;sica boa, e adorando. Som, os lugares a que fui tinham suas noites espec&amp;iacute;ficas e variei em todas. Tipo em Paris, na Lessizmore, que rolou no Rex, era aquela onda meio minimal, com o Alex Smoke e tal, bastante grave, mas com uns DJs tocando aquele electro-house franc&amp;ecirc;s. A playboyzada tava indo ao del&amp;iacute;rio. J&amp;aacute; na Fabric, com o JB, Craig Richards, Claude Von Stroke, e Ricardo Villalobos, era uma onda mais pesada, mais techno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O maximal e o minimal convivem harmoniosamente nos clubs?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Podem conviver sim, mas n&amp;atilde;o na mesma noite. O espa&amp;ccedil;o se transforma conforme a noite. Parece que os clubs t&amp;ecirc;m a sua noite pr&amp;oacute;pria, com a cara da casa, e as outras tem&amp;aacute;ticas. Mas, talvez uma festa de maximal n&amp;atilde;o seja muito bem aceita no Weekend, por exemplo. De moda eu vi muito aqueles &amp;oacute;culos rid&amp;iacute;culos com venezianas, colorido, muito len&amp;ccedil;o no pesco&amp;ccedil;o; e em Londres e Berlim, galochas de tudo que &amp;eacute; jeito, cor, estampa. N&amp;atilde;o sei se devido aos festivais ou simplesmente pela chuva mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mas tem p&amp;uacute;blico e cen&amp;aacute;rio com infra-estrutura pra todos os subg&amp;ecirc;neros ao menos, n&amp;eacute;? Ao contr&amp;aacute;rio do Brasil, em que cada hora &amp;eacute; uma coisa que t&amp;aacute; virando.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com certeza. L&amp;aacute; tem p&amp;uacute;blico pra tudo, e o que &amp;eacute; mais interessante, eu acho, &amp;eacute; que tem um povo atento ao que &amp;eacute; diferente. Parece-me que eles est&amp;atilde;o abertos e sabem como medir o valor de cada vertente. Pode ser que n&amp;atilde;o gostem, mas experimentam antes. Aqui no Brasil neguinho pega o que vingou l&amp;aacute; e desgasta at&amp;eacute; n&amp;atilde;o poder mais. Escolhem a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do momento e tapam os ouvidos ao que rola paralelamente. Muita coisa tipo dubstep, garage e at&amp;eacute; drum&amp;#39;n&amp;#39;bass ainda acontece por l&amp;aacute;. A ponto de at&amp;eacute; os taxistas se amarrarem, ouvirem, e o que &amp;eacute; mais interessante, terem uma opini&amp;atilde;o a respeito. Agora, n&amp;atilde;o precisa publicar isso Eduardo, mas o cheiro de peido na Fabric, merm&amp;atilde;o, que MERDA! Deve ser muita bala, p&amp;oacute;, bebida, sei l&amp;aacute;! Sem falar que todos os lugares agora s&amp;atilde;o smoke free, n&amp;eacute;? E neguinho respeita MESMO!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;S&amp;eacute;rio? E &amp;eacute; m&amp;oacute; stress o lance do cigarro? Ou &amp;eacute; de boa? O mau cheiro seria porque a nicotina n&amp;atilde;o t&amp;aacute; mais l&amp;aacute; pra amenizar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pode ser... N&amp;atilde;o tinha pensado nisso.  Mas &amp;eacute; foda, cara! MUITO PEIDO!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Caraca!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas s&amp;oacute; na Fabric em Londres... Muita gente drogada se largando pelos cantos e depois, quando a casa fecha, sendo tocada que nem gado pra fora. Galera infeliz se drogando numa de suic&amp;iacute;dio coletivo. Mas na boa, eu tava ali pra me divertir e conhecer o lugar, n&amp;atilde;o ficar cheirando peido de playboy Ingl&amp;ecirc;s que t&amp;aacute; chateado com a vida na Europa. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fala da Street Art.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;T&amp;aacute; em muita evid&amp;ecirc;ncia, mas nem deve ser de agora, n&amp;eacute;? Em Barcelona t&amp;aacute; foda!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Eacute; mesmo? Rolam mensagens pol&amp;iacute;ticas?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Vi umas picha&amp;ccedil;&amp;otilde;es em Barcelona contra os outros espanh&amp;oacute;is, uma em Berlim que dizia &amp;quot;Fuck Off Amerika&amp;quot;, e uma no S&amp;oacute;nar escrito &amp;quot;Aqui No&amp;quot;, em volta, nas casas que cercavam o evento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As prefeituras n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o contra a Street Art? Porque aqui no Brasil j&amp;aacute; mandaram tinta branca at&amp;eacute; em cima de grafite dos G&amp;ecirc;meos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nada! A n&amp;atilde;o ser em Londres, que n&amp;atilde;o tem mais nada do Banksy, e o cara virou um &amp;iacute;dolo!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Legal o povo conviver numa boa com essas manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es art&amp;iacute;sticas, fala a&amp;iacute;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tem um cara que faz uns trampos com ladrilhinho, sabe? Aqueles de banheiro, pastilha. E s&amp;oacute; faz uns desenhos assim meio 8bits, t&amp;aacute; ligado? Tipo bichinho do Space Invaders.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ah, t&amp;ocirc; ligado nesse maluco.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os G&amp;ecirc;meos t&amp;atilde;o com uma baita exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;aacute; no Tate Modern em Londres. Fui l&amp;aacute; ver. Tenho fotos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os caras t&amp;atilde;o com a moral, ent&amp;atilde;o?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com certeza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Style. E as minas, s&amp;atilde;o mais bonitas que as daqui?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o! As daqui s&amp;atilde;o bem melhores! S&amp;oacute; que as de l&amp;aacute; s&amp;atilde;o diferentes. Mas Paris era a melhor. Barcelona n&amp;atilde;o conta porque era um shuffle do mundo eletr&amp;ocirc;nico, Berlim era bom, e Londres, zoado!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Que doidera. S&amp;oacute; pra finalizar, aprendeu alguma li&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vida na trip?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ent&amp;atilde;o. Nessa viagem consegui enxergar o mundo onde vivemos, ou mais, perceb&amp;ecirc;-lo como real. Dou mais valor ao que temos aqui. Aprendi a valorizar o que temos e somos, ainda que seja pouco, pois &amp;eacute; muito melhor do que o aquilo que o resto do mundo possui, mesmo com tudo. Agora, &amp;eacute; bom sair do pa&amp;iacute;s v&amp;aacute;rias vezes e refrescar o seu julgamento sobre as coisas que te cercam, te interessam e fazem diferen&amp;ccedil;a na sua vida e de quem &amp;eacute; pr&amp;oacute;ximo. Foi uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em todos os aspectos, e um prazer saber que o Rio de Janeiro me aguardava.&lt;/p&gt;</description>
      <guid>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1823</guid>
      <pubDate>Wed, 16 Jul 2008 23:49:00 GMT</pubDate>
    </item>
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      <title>Act.Sense chega ao topo das paradas tech-house do Beatport</title>
      <link>http://www.skolbeats.com.br/beatsbox/interviews/1813</link>
      <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Duo brasileiro em ascens&amp;atilde;o conta suas experi&amp;ecirc;ncias e hist&amp;oacute;rias em entrevista exclusiva&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flavinha Campos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Formado por Deco e Charret, o Act.Sense &amp;eacute; pioneiro em apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es live de down beat em festas open air no Brasil. A dupla vem ganhando destaque na cena internacional com seu estilo &amp;uacute;nico que transita entre diversos g&amp;ecirc;neros musicais, entre eles minimal, techno, tech-house e electro. Conquistou seu p&amp;uacute;blico com produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ineg&amp;aacute;vel qualidade, e atualmente est&amp;aacute; no top 5 do Beatport.com com a faixa &amp;quot;Arritmia&amp;quot;, lan&amp;ccedil;ada pela Lo Kik Records. N&amp;atilde;o bastasse, emplacou o 1&amp;ordm; lugar de vendas na categoria tech-house. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tanta pegada, que vem conquistando f&amp;atilde;s ao redor do mundo inteiro, n&amp;atilde;o veio &amp;agrave; t&amp;ocirc;a. Charret j&amp;aacute; trabalhou no renomado Est&amp;uacute;dio Be Bop, onde j&amp;aacute; gravaram Caetano Veloso, Toquinho, Ivete Sangalo e Daniela Mercury entre outros. Hoje em dia Charret n&amp;atilde;o s&amp;oacute; produz o Act.Sense, mas tamb&amp;eacute;m d&amp;aacute; aula de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica e trabalha em seu est&amp;uacute;dio com masteriza&amp;ccedil;&amp;otilde;es para outros artistas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deco, al&amp;eacute;m de atuar no projeto, &amp;eacute; editor de cinema, tendo em seu portf&amp;oacute;lio o document&amp;aacute;rio &lt;em&gt;O Dia Que o Brasil Esteve Aqui.&lt;/em&gt; O convite da entrevista que voc&amp;ecirc; confere a seguir surpreendeu Deco em viagem pela Mong&amp;oacute;lia. Conhe&amp;ccedil;a mais sobre essa dupla tupiniquim que est&amp;aacute; conquistando o mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Como foi que voc&amp;ecirc;s se conheceram e como come&amp;ccedil;aram a fazer m&amp;uacute;sica juntos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;N&amp;oacute;s nos conhecemos por meio de alguns amigos em comum, freq&amp;uuml;entando as festas de m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica. Depois de alguns meses, come&amp;ccedil;amos a tocar DJ set juntos em casa apenas por curiosidade e divers&amp;atilde;o. Em menos de um ano j&amp;aacute; est&amp;aacute;vamos nos interessando em produzir nossas pr&amp;oacute;prias m&amp;uacute;sicas. A coisa foi dando certo porque nos identific&amp;aacute;vamos muito e assim foi f&amp;aacute;cil trabalharmos juntos, pelo grande respeito que existe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais as principais influ&amp;ecirc;ncias do Act.Sense? Cite alguns nomes de artistas que influenciam o projeto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escutamos muito em casa: jazz, funk, fusion. Da&amp;iacute; saem muitas das nossas divis&amp;otilde;es r&amp;iacute;tmicas, principalmente das nossas baterias e baixos. Escutamos tamb&amp;eacute;m rock, blues e um pouco de m&amp;uacute;sica pop. Tudo isso ajuda muito no processo criativo da m&amp;uacute;sica. Sem d&amp;uacute;vida, sempre fomos muito influenciados por Michael Jackson, Chemical Brothers, John Coltrane, Beatles, Marcus Miller, Rog&amp;eacute;rio Duprat e muitos outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais as maiores dificuldades que o projeto sofreu no in&amp;iacute;cio, j&amp;aacute; que a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica, naquele tempo, n&amp;atilde;o era t&amp;atilde;o popular quanto hoje?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A princ&amp;iacute;pio acho que a falta de equipamentos e de conhecimento voltado &amp;agrave; produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;uacute;sica eletr&amp;ocirc;nica foi o que dificultou. Depois, foi a aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estilo que est&amp;aacute;vamos decididos a fazer, que tinha um espa&amp;ccedil;o pequeno, apenas no final das festas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deco, o que voc&amp;ecirc; estava fazendo na Mong&amp;oacute;lia? Foi para mais algum pa&amp;iacute;s ex&amp;oacute;tico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tirei ferias da produtora de cinema em que trabalho e, como estamos reformando o est&amp;uacute;dio, foi um bom momento pra esse tipo de trip. Fiz a Trans-Siberia pela R&amp;uacute;ssia, Mong&amp;oacute;lia e China. Queria ver e sentir experi&amp;ecirc;ncias diferentes. Viajar &amp;eacute; sempre bom pra cabe&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc;s j&amp;aacute; se apresentaram fora do Brasil? Onde? Qual foi a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais interessante?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ainda n&amp;atilde;o nos apresentamos fora do Brasil e estamos ansiosos por isso. Dif&amp;iacute;cil dizer qual foi a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais interessante porque existem diversos tipos de festas, lugares, mas posso citar duas. Em club foi o Live no D.Edge na semana de anivers&amp;aacute;rio de cinco anos do club, e em festas open air foi o festival Universo Paralello 8, em que tocamos ao nascer do sol do dia 01/01/2008. Sem d&amp;uacute;vida, esses dois momentos foram inesquec&amp;iacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais s&amp;atilde;o os planos do projeto? Tem algum &amp;aacute;lbum no gatilho? Quais ser&amp;atilde;o os pr&amp;oacute;ximos lan&amp;ccedil;amentos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora queremos colher os frutos do sucesso de nosso ultimo release, &amp;quot;Arritmia(Original Mix)&amp;quot;, que ficou em Top 2 no beatport.com no m&amp;ecirc;s de julho, e tocar bastante por aqui. Antes de pensar em &amp;aacute;lbum completo queremos lan&a